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A produção audiovisual sobre o Recom 2015: Seminário Comunicação e Processos Históricos  está disponível em um link no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=dTCOdRDsoBw&feature=share.

O material jornalístico foi realizado pelas monitoras Thamires Almeida e Geilane de Oliveira, com a orientação da professora de Telejornalismo da UFRB, Jussara Maia.

A mesa-redonda desta quinta-feira (1°/10) contou com Maurício Lissovsky (UFRJ), Amaranta César (UFRB) e Bruno Leal (UFMG)

 

O último dia do Recom 2015: Seminário Comunicação e Processos Históricos, nesta quinta-feira (1º/10), teve como tema de mesa-redonda “Comunicação e História, entrecruzamentos”, no Centro de Artes, Humanidade e Letras (CAHL), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), no campus de Cachoeira.

 Os palestrantes foram o historiador, redator e roteirista Maurício Lissovsky, também professor e doutor em Comunicação pela UFRJ, com pós-doutorado no Birkbeck College, da Universidade de Londres; e Bruno Leal, docente da Universidade Federal de  Minas Gerais (UFMG), onde fez doutorado em Estudos Literários, e é pós-doutor em Ciências da Comunicação pela Unisinos

Nos três dias do Recom2015, que começou na última terça-feira (29/09), palestrantes nacionais de renome debateram temas como comunicação, cultura e periferia, memória e história.

O evento teve um público de 110 inscritos, entre estudantes e pesquisadores, e, além das mesas-redondas, houve reunião de Grupos de Trabalho (foram inscritos 33 trabalhos científicos), com participação de pesquisadores da UFRB, UFBA, UFPE, UFMG, UFRJ, UESB, UNEB entre outras instituições.

O Recom 2015 foi uma realização do curso de Jornalismo da UFRB, com apoio da Fapesb.

 

Fotografia: Victor Rosa

 

Mesa- redonda sobre "Imprensa, Memória e História", com os palestrantes Igor Sacramento (esquerda) e Leandro Almeida (direita)

 

 

Repórter:Ana Paula Santos

Fotografia: Victor Rosa

 

Refletir sobre o papel da história e memória na imprensa. Este foi o objetivo da mesa-redonda do segundo dia do Recom 2015: Seminário Comunicação e Processos Históricos, realizada na manhã desta quarta-feira (30/09), no auditório do Centro de Artes, Humanidade e Letras (CAHL) na UFRB, em Cachoeira.

A mesa foi composta pelos professores Igor Sacramento (Fiocruz) e Leandro Almeida (UFRB) e mediadora Hérica Lene (UFRB).

Sacramento é pós-doutor em Comunicação pela UFRJ, pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz. Coordena, em parceria com Leticia Cantarela Matheus, o GT de Jornalismo do Encontro Nacional de História da Mídia, promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (ALCAR).

 

Cultura da memória

Ao iniciar a  reflexão, ele  chamou atenção do público sobre as comemorações  dos  30 anos da redemocratização do Brasil e dos 50 anos  do Golpe Militar  para que as pessoas  percebessem  a relação entre jornalismo e  história, diálogos e fronteiras nesses campos do conhecimento,o lugar a memória,do passado no contexto contemporâneo e o seu entrelaçamento com a  imprensa.

Para ele, vivemos uma cultura da memória, onde é importante tudo registrar, e o jornalismo se coloca como uma prática cultural que faz um trabalho de memória. “O jornalismo produz um sentido histórico de um acontecimento. Há uma valorização da história pelo jornalismo como valor-notícia. O jornalismo trata o ‘histórico’ como sendo episódico e acontecimental”, avaliou.

Ele destacou também como a memória se tornou uma mercadoria, como se verifica com o aumento, por exemplo, do número de biografias e uma série de estudos memorialísticos.

É importante para o estudante de jornalismo e para os pesquisadores, segundo ele, que desenvolvam uma sensibilidade histórica sobre conceitos como história, memória, teoria da história para uma melhor compreensão do papel da imprensa em suas narrativas sobre os acontecimentos.

Já o professor da UFRB, Leandro Almeida, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e vice-coordenador do mestrado profissional em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas da UFRB, apresentou resumidamente a pesquisa de sua tese de doutorado: “A construção de um jornalista escritor João de Minas e o  Paiz, 1927-1930”. Neste trabalho, abordou aspectos da carreira do jornalista mineiro  Ariosto Polombo conhecido pelo pseudônimo de João de Minas, na República Velha.

Ele destacou aspectos importantes da  trajetória do jornalista na década de 1920 como atuações no jornais cariocas e de São Paulo,curiosidades de traços  biográficos do  jornalista como a fundação de  uma igreja que era pentecostal, umbandista e  espírita, escritura de uma bíblia sagrada, publicação de  livros  e  relações  políticas.

Leandro Almeida utilizou o exemplo do jornalista mineiro para tratar de questões  da  imprensa, memória de história, pois  para  ele o conhecimento histórico é  o lugar de desnaturalização  do mundo.

Nesta quinta-feira (1º/10), último dia do evento o tema da mesa-redonda será  “Comunicação e História, entrecruzamentos”. Os palestrantes serão o historiador, redator e roteirista Maurício Lissovsky, também professor e doutor em Comunicação pela UFRJ, com pós-doutorado no Birkbeck College, da Universidade de Londres; e Bruno Leal, docente da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde fez doutorado em Estudos Literários, e é pós-doutor em Ciências da Comunicação pela Unisinos.