PROPOSTA DO CONGRESSO

O IV Congresso Internacional sobre Culturas – Memória e Sensibilidade: Cenários da experiência cultural contemporânea busca a ampliação do debate científico, que teve início em 2015, na Universidade da Beira Interior (UBI/Portugal), e se reforçou em 2016 e 2017, na Universidade Federal da Bahia (UFBA/Brasil) e Universidade do Minho (UMinho/Portugal), respectivamente.

O cruzamento de olhares, o confronto de ideias, a construção de argumentos e reflexões sobre o passado e o presente das lusofonias, e o papel das mídias neste processo, estão, por isso, no cerne do diálogo proposto pelo Congresso Internacional sobre Culturas – Memória e Sensibilidade: Cenários da experiência cultural contemporânea.

Vale ressaltar ainda a relevância dos estudos pós-coloniais, que têm sido particularmente essenciais no conhecimento das diversas narrativas lusófonas à construção de uma comunidade geocultural, transnacional e transcontinental; visando as políticas da língua e da comunicação, como combate simbólico pela afirmação de uma comunidade plural, na diversidade de povos que falam o Português.

COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

O IV Congresso Internacional sobre Culturas – Memória e Sensibilidade: Cenários da experiência cultural contemporânea representa o fortalecimento, internacionalização e a consolidação das relações de cooperação acadêmica, científica e cultural pré-estabelecidas entre as Instituições conveniadas:

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) / Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL), através do Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) | BRASIL
Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Instituto de Humanidades Artes e Ciências Professor Milton Santos (IHAC), através do Programa Multidisciplinar de Pós-graduação em Cultura e Sociedade (PÓS-CULTURA) | BRASIL
Universidade da Beira Interior (UBI) / Curso de Ciências da Cultura (CCC) / Faculdade de Artes e Letras (FAL) | PORTUGAL
Universidade do Minho (UMINHO) / Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS) | PORTUGAL

O Congresso é uma entre as múltiplas e assertivas atividades que compõem o convênio acadêmico firmado, cujo objetivo é promover a ampliação das relações e, sobretudo, o intercâmbio de conhecimento, pesquisa e extensão. Vem, pois, reforçar o debate já presente na UFRB sobre a necessidade de uma política institucional que vise o aprofundamento da internacionalização. O convênio vem proporcionando, nos últimos cinco anos, o encontro e troca de conhecimentos através de conferências, minicursos, aulas magnas, visitas acadêmicas, seminários, conferências, estágios doutorais e, sobretudo, a criação de uma rede de pesquisadores de cultura.

TEMA

Em sua quarta edição, o Congresso Internacional sobre Culturas deste ano de 2018 tem como tema Memória e Sensibilidade: Cenários da experiência cultural contemporânea. Se constitui em mais um esforço de continuidade às pesquisas contemporâneas que envolvem os Estudos da Cultura associados aos novos territórios de investigação nas Ciências Sociais e Humanas, levando em conta o papel da comunicação no laços culturais, permedos pela ativação de memorias e afetividades.

O tema visa instigar reflexões que extrapolem a esfera específica dos produtos, correlacionando os processos de constituição da memória social com o campo dos afetos e das sensibilidades em diversos segmentos:

  • os novos grupos sociais, de produtores, criadores e divulgadores culturais;
  • os consumos culturais, de hábitos de leitura e de utilização da Internet, e de idas ao teatro, ao cinema, a concertos, a museus, a exposições de arte;
  • os estilos de vida, os gostos culturais, os públicos da cultura; os estudos sobre cultura visual, arte, comunicação e estética;
  • os estudos sobre gênero e sobre as sexualidades; os estudos sobre subculturas juvenis, urbanas e suburbanas;
  • os estudos sobre recepção das mídias por jovens e adultos e por públicos particulares, como o são as crianças, os idosos e as minorias étnicas;
  • os estudos sobre os usos dos dispositivos tecnológicos de comunicação, informação e lazer (Internet, Tablets, iPod, iPad, telemóveis, etc.);
  • os estudos sobre indústrias culturais e e-economia: moda, turismo, férias, museus, publicidade, cinema, televisão, rádio, imprensa escrita, novas mídias, jogos eletrônicos;
  • enfim, os estudos pós-coloniais, com incidência particular nas narrativas identitárias, nacionais e transnacionais, e nas memórias sociais.