ENTREVISTA COM RAMON GROSFOGUEL: GEOPOLÍTICA, CAPITALISMO GLOBAL E O IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NO MUNDO

Angela Figueiredo, Ramon Grosfoguel

Resumo


Conheci Ramon Grosfoguel no Centro de Estudos Afro-Asiáticos (CEAA) no Rio de Janeiro em 2000, na ocasião, ele tinha sido convidado a participar da III edição do Curso Internacional de Relações Raciais: Fábrica de ideias, exatamente para ministrar um curso sobre pensamento decolonial. Naquele momento, a teoria decocolonial já era uma realidade nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, mas absolutamente desconhecida entre nós. Os conceitos oferecidos pela teoria decocolonial, como por exemplo o conceito de colonialidade do poder de Anibal Quijano, assim como o conceito de transmodernidade de Enrique Dussel, colocavam a raça e o racismo como centrais na análise sobre o capitalismo e a modernidade e nos ofereciam uma chave interpretativa importante para pensar as desigualdades raciais que estruturam o Brasil desde o período colonial. A recuperação da contribuição de Franz Fanon pela perspectiva decolonial colaborou, sobremaneira, para o giro decolonial proposto por esta perspectiva teórica. Conceitos de corpo-política de Ramon Grosfoguel, assim como a de heterohierarquias têm se tornado fundamentais nas análises sociais do nosso país. 


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