Aumenta o comércio informal em Cruz das Almas

Fernanda Lemos

A busca por uma renda extra tem levado dezenas de cruzalmenses a montarem um comércio em suas próprias casas, alimentando o mercado informal. A Rua Santo Antonio, em Cruz das Almas, se destaca pela concentração  deste tipo de comércio, pois lá se pode encontrar com facilidade lojas funcionando em garagens e até mesmo nos quartos dentro das residências.

Com frutas e legumes a feirinha de Vera Lúcia abastece todo o bairro.
Com frutas e legumes a feirinha de Vera Lúcia abastece todo o bairro.

De acordo com a economista baiana Thaiz Braga, esse tipo de  comércio informal surgiu como consequência da instabilidade da economia brasileira que agravou os problemas estruturais no mercado de trabalho, o que contribuiu para o aumento do desemprego. Logo o termo informal é facilmente ligado a subemprego, porém esse setor gera boas oportunidades e renda.

O povo fala

A diversidade comercial presente na rua é ampla e os moradores se arriscam em investimentos que parecem dar certo.  Vera Lúcia,  ex-dona de casa, que montou uma pequena feira em sua garagem,  afirma que “em um bairro tão bom como esse, não tem como não colocar comércio. Daí comecei a colocar frutas para vender e deu certo. Todo mundo compra!”

Apesar da curta distancia entre a Rua Santo Antonio e o centro, cerca de 15min andando, os comerciantes estão satisfeitos com as procuras pelos seus produtos, além do fato de que o lucro obtido garante uma renda extra que permite cobrir as despesas básicas. Dona de uma boutique, Maria Lúcia revela que tem uma clientela de pelo menos 300 pessoas e que o lucro da sua loja cobre as despesas essenciais.

O sapateiro conhecido como Seu Lio abriu seu comércio em um pequeno quarto onde guarda aproximadamente 300 pares de sapato. Ele concorda que é possível gerar lucro com o comércio informal “Ser sapateiro é uma profissão ingrata, o que a gente faz com as mãos o pessoal destrói com os pés, mas o que eu ganho aqui auxilia nas despesas de casa”.

Com uma rua com comércio tão variado os moradores ficam satisfeitos com o fato de não precisarem se deslocar até o centro. Entre feiras, salões de beleza, mini mercados, lojas de roupa, lava rápido, loja de matériais para construção e até uma bomboniere os moradores da rua se sentem privilegiados.

“É bom porque facilita, precisou é só ir ali do lado que você já encontra, além dos espaços de beleza que você pode marcar o horário e esperar na sua própria casa, não precisa ficar o dia todo esperando. Tudo perto de casa é bom”, afirma Marlene Souza.

A diversão noturna na rua fica por conta dos barzinhos que oferecem pratos típicos além de tira-gostos como o acarajé ou “churrasquinho de gato”, num  espaço agradável. “É maravilhoso, um lugar que você vai, entra e sai sem problemas!”, conta Lucelia Trindade.

Cotidianamente frequentados pelos moradores da Rua Santo Antonio a diversão é garantida e Edson Batista, dono de um dos bares, declara que nunca há brigas ou reclamações dos vizinhos, a vizinhança é maravilhosa.

 

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