Banco Solidário estimula a economia do Iguape

Érica Cristina Matos

Implantado na comunidade quilombola de Santiago do Iguape, em 2010, um banco solidário tem criado mecanismos para gerar e ampliar a renda no território. O Banco Solidário Quilombola do Iguape (BSQI) é um entre os 10 BCD’s existentes na Bahia. Ele é resultado de uma articulação que envolveu diversas comunidades quilombolas da Bacia e Vale do Iguape. A moeda, o Sururu, foi escolhida pela comunidade onde o crustáceo é um dos marisco da região, que é fonte de trabalho e renda para muitos moradores.O objetivo do projeto é o fortalecimento das práticas em finanças solidarias voltada para o desenvolvimento sustentável da comunidade.

As moedas sociais são usadas de maneira a complementar as moedas nacionais e oficiais. Esses bancos comunitários são organizações de finanças solidárias cuja ação é territorialmente situada e integrada com outras iniciativas. Eles são estruturados a partir de dinâmicas associativas locais e uso das moedas sociais é uma destas ferramentas. Talvez, a mais emblemática.

A iniciativa teve o apoio da Incubadora Tecnológica de Economia Solidaria da Universidade Federal da Bahia (ITES – EAUFBA), que integra a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, voltada para elaboração e execução de projetos destinados a constituição de redes locais de economia solidaria como estratégia de promoção do desenvolvimento local de forma sustentável, enfatizando a intervenção em contextos territoriais específicos, em geral microterritorios, a exemplo de um bairro popular, uma comunidade ou um município.

As belezas existentes no Iguape, e o sustento do povo.
Moedas Sociais

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