Estudantes e funcionários lamentam falta de manutenção dos iMAC

Computadores de última geração encontram-se com tempo de vida se esgotando por falta de manutenção.

Felipe Coutinho

O Núcleo de Gestão Técnico Especifico – Nugtesp funciona dentro da estrutura do CAHL, no apoio aos laboratórios, dando suporte aos iMac – linha de computadores “tudo em um” da Apple – que em sua maioria encontram-se quebrados ou no fim de sua vida útil por falta de manutenção.

O servidor Danilo Valverde, 29, diz que o maior problema enfrentado pelo Núcleo é o gerenciamento dos equipamentos que estão ficando defasados. “Recebemos computadores muito bons, avançados, computadores de última geração para a época, e eles hoje estão com o tempo de vida se esgotando, principalmente quando é colocado para um uso mais intenso. Nós estamos chegando a uma fase em que precisamos da manutenção tanto preventiva como posterior quando o equipamento quebra ou deixa de funcionar”.

iMacs a espera de conserto – Foto: Felipe Coutinho

Valverde diz que um dos maiores desafios é encontrar políticas dentro da universidade que deem suporte para fazer essas reparações. A universidade não tem técnicos preparados para dar esse suporte aos >o que é contraditório considerando-se que a manutenção é um posicionamento imposto pela própria Coordenadoria de Tecnologia da Informação – Cotec. “Precisamos que os equipamentos que quebrem sejam consertados, mas, por outro lado, nós precisamos pensar juntos as saídas. Já que não temos técnicos que sejam capacitados para mexer nas máquinas, precisamos de uma solução para que possamos dar manutenção nesses computadores”. Segundo ele, alguns professores dão assistência auxilio, para ajudar na manutenção e na reposição de software e até mesmo ensinar como se faz o procedimento. Outro ponto que Danilo Valverde destaca é a dificuldade nas atividades das aulas por conta do estado em que se encontram alguns equipamentos. “O laboratório fica com menos computadores e tudo isso atinge de algum modo as aulas e assim o ensino fica ruim”.

É o que a estudante Ivana Moreira, 26, sente na pele. “Eu particularmente não tenho o hábito de utilizar os iMac, pois estão sempre apresentando algum problema. Alguns não ligam o monitor, outros travam constantemente e muitos não contém todos os programas instalados e isso acaba sendo desgastante para mim. Gostaria até de usar o computador com mais frequência, porque às vezes, por conta de estar no CAHL, você até deseja adiantar alguns trabalhos, porém fica inviável devido a esses transtornos”.

O servidor diz que existem várias formas de deterioração das máquinas, a maior parte é por conta do tempo de vida útil que cada uma delas tem. Se não houver manutenção preventiva ele diminui, além disso, há outra parte das danificações dos laboratórios por conta do mau uso e desaparecimento de alguns periféricos. “Repomos mouses e teclados todos os semestres à universidade, que, inclusive, está sem esses periféricos básicos, sendo que alguns aparelhos que colocamos e que viabilizam as aulas desaparecem, então ficamos sem entender o que fazer com esse problema”.

É o que reclama o estudante Rafael Cerqueira, 21. “Eu acho que os laboratórios são bons, dispomos de bons equipamentos. Infelizmente os teclados e mouses originais das máquinas foram furtados e tiveram que ser substituídos por produtos de qualidade inferior, o que prejudica um pouco o uso”.

Danilo valverde diz que há uma falta de conscientização de alguns estudantes na hora do uso, pois o que é público é de toda a academia e se houver um cuidado maior com os equipamentos há a possibilidade de outras pessoas utilizarem depois.

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