Itens da cesta básica ainda são procurados pelos assalariados

Valéria Mercês

A Cesta do Povo hoje está presente em 242 municípios baianos com um total de 300 lojas. / Foto:Adenilson Nunes/AGECOM
A Cesta do Povo hoje está presente em 242 municípios baianos com um total de 300 lojas. / Foto:Adenilson Nunes/AGECOM

A pesquisa que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) realiza em 18 capitais do Brasil, acompanha por mês a evolução de preços de 13 produtos de alimentação. Assim como, também segue o gasto mensal que um trabalhador tem para comprá-los, as horas de trabalho necessárias ao assalariado para possuir estes bens e o salário mínimo necessário.

Os bens e as quantidades estipuladas são diferenciadas por região. A Bahia possui 13 alimentos básicos: feijão (4,5kg), arroz (3,6kg), farinha de mandioca (3kg), pão (6kg), carne (4,5kg), leite (6,0 l), açúcar (3kg), banana (90 unidades), óleo (750g), manteiga (750g), tomate (12kg) e café (300g). As medidas são correspondentes as quantidades mensais.

Os dados que são utilizados para fazer a pesquisa da Cesta Básica Nacional são: pesquisa de locais de compra (amostra da pesquisa, questionários, tabulação de dados de locais de compra, determinação de marcas e tipos de produtos), coleta de preços dos produtos que compõem a Cesta, cálculo do custo mensal da Cesta Básica Nacional e salário mínimo necessário.

Aderindo a Cesta de Produtos Básicos, a Cesta do Povo, um mercado do Governo do Estado da Bahia, passou, a partir de 2008 a contar com uma nova seção nas lojas, a Cesta Básica, que compreende 25 itens com preços até 30% mais baratos. Eles são: arroz, feijão, farinha, sardinha, vinagre, óleo, extrato de tomate, macarrão, sal, entre outros. As lojas da capital e do interior recebem uma padronização nesta seção, com os itens da cesta básica em prateleiras, para que o local específico de exposição dos produtos facilite a localização pelo consumidor. Dessa forma fica mais fácil montar a sua cesta básica escolhendo os produtos de sua preferência.

Das 18 capitais onde o DIEESE realiza a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, 13 apresentaram aumento do preço do conjunto de bens alimentícios, em março. As maiores elevações foram apuradas em Manaus (4,92%), Fortaleza (4,23%), Aracaju (3,23%) e Vitória (2,47%). As retrações foram registradas em Salvador (-2,79%), Brasília (-1,06%), Goiânia (-0,66%), Florianópolis (-0,45%) e Natal (-0,15%). Em março, o maior custo da cesta foi apurado em São Paulo (R$ 379,35), seguido de Vitória (R$ 363,62) e Porto Alegre (R$ 360,01). Os menores valores foram em Aracaju (R$ 273,21), João Pessoa (R$ 288,43) e Natal (R$ 289,21).

Com base no total apurado para a cesta mais cara, a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o DIEESE estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário. Em março de 2015, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.186,92, 4,04 vezes o mínimo de R$ 788,00. Em fevereiro de 2015, o mínimo necessário era ligeiramente menor e correspondeu a R$ 3.182,81, o que também equivalia a 4,04 vezes o piso vigente. Em março de 2014, o valor necessário para atender às despesas de uma família chegava a R$ 2.992,19, ou 4,13 vezes o salário mínimo então em vigor (R$ 724,00).

Em março de 2015, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica eram de 91 horas e 59 minutos, cerca de uma hora a mais do que o de em fevereiro, de 91 horas e 04 minutos. Em março de 2014, a jornada exigida eram de 93 horas e 49 minutos.

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