Mulher também joga vídeo game. Sim!

Era uma vez uma princesa, que cansou de esperar seu príncipe no castelo, pegou um joystick e tomou o “controle” da situação. E foi assim que surgiu mais uma menina gamer.

Quando eu tinha uns 12 anos (muito tempo atrás) fui questionada sobre porque eu estava jogando vídeo game com meu irmão e não brincando de boneca com minha prima. Então respondi: “ué, jogar vídeo game é mais legal” – o jogo em questão era Mortal Kombat de Super Nintendo, logo, mais sanguinário impossível – e nesse momento minha tia falou: mas vídeo game é COISA DE MENINO.

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Foto: Reprodução Stardew Valley

Bem, essa não é a realidade. Segundo uma pesquisa realizada nos Estados Unidos pela ESA (Entertainment Software Association) mulheres representam 41% da fatia jogadora do mercado, quer dizer, só por aí já posso afirmar, com toda a certeza do mundo que minha tia estava bem errada.

E esse número tende a crescer, afinal, as meninas querem mesmo “assumir o controle”, como é o caso de garotas que decidiram fazer gameplay em redes de vídeos.

Mas se você caiu de paraquedas nesse post e não sabe o que é gameplay, fique tranquilo, eu vou explicar: canais de gameplay nada mais são do que pessoas jogando vídeo game e transmitindo através de livestream (ou não) suas façanhas no jogo em questão. Esses vídeos são muito populares entre os gamers, porém, a maior parte do conteúdo é produzida por homens.

O que não é o caso de Ellen Simili, que gosta de jogos FPS (First Person Shooter ou simplesmente jogos de tiro em primeira pessoa) e é gameplayer. Ela conta que foi por causa de um jogo de FPS que começou com o canal:

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Foto: Reprodução Canal Ellen Simili

Com o tempo eu fui ficando conhecida em um jogo porque quase nenhuma menina jogava e isso foi gerando várias dúvidas no pessoal se eu era mulher mesmo ou não, daí tive a ideia de postar uma gameplay só para provar e pararem de me encher, postei outras gameplays, acabei gostando e não parei mais!”

Apesar de inspirar outras meninas a jogarem e até tentarem criar um canal também, a maior parte do seu público é masculino, porém, mesmo que estejamos em f*cking 2016 ainda existe um certo preconceito por ela ser mulher.

No começo sentia mais esse preconceito, hoje em dia ainda existe, mas eu acabo nem dando atenção aos comentários maldosos, simplesmente ignoro e apago.”

Mas, e quando o preconceito rola dentro do próprio jogo? Um bom exemplo é o meu adorado Goodgame Empire, um excelente jogo de estratégia e gerenciamento que conta com mais 60 milhões de jogadores em todo o mundo, mas que infelizmente ignora a porcentagem feminina de jogadoras ao usar apenas termos no masculino para descrever os títulos de glória.

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Foto: Reprodução Goodgame Empire

Bom, é uma coisa machista mesmo, pois se muitas mulheres jogam, deveria ter uma opção feminina também, tanto para os títulos de glória quanto para os cargos também.” fala a incomodada Luciana Estevam, jogadora de Empire a mais de 4 anos.

O preconceito masculino é um fato real no mundo dos games, seja ele dentro do jogo ou quando se trata de aceitar de bom grado que existem sim garotas que jogam e que por vezes são melhores que eles, ou ocupam um cargo superior dentro do jogo. Mulheres, podem e devem fazer as mesmas coisas que os homens. É necessário que continue caindo por terra definições do que é considerado “de homem” ou de “mulher”. Afinal, as minas estão longe de ser o sexo frágil…

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Foto de capa: Reprodução Canal Ellen Simili.

Um comentário sobre “Mulher também joga vídeo game. Sim!

  1. As mulheres estão aos poucos ganhando seu espaço no mundo do game, realmente há tempos atrás era praticamente raro encontrar “as games”, atualmente é mais fácil.

    Aqui em casa mesmo às vezes quem me acompanha nas partidas é minha prima, tem apenas 8 anos e joga mais que eu.

    A tendência é cada dia a mulher ganhar seu espaço nesse mundo virtual.

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