Os rumos da tecnologia na educação em Cachoeira

Por: Lucas Mascarenhas e Tamires Jesus

Com o avanço da tecnologia o mundo está cada vez mais conectado. A era digital chegou mudando a rotina das pessoas e o mundo ao seu redor. Por meio de ferramentas como computadores e smartphones nos conectamos à rede mundial de troca de dados: a internet.

Mídias Sociais como Facebook, Instagram, Twitter e Whatsapp mudaram as relações do ser humano com a sociedade alterando a rotina que outrora era movida pela programação televisiva.

Diante de tantas mudanças o papel da educação na sociedade vem sendo bastante discutido graças à ampla utilização da internet: Será que a tecnologia pode auxiliar nos processos educacionais? Celulares e computadores podem acelerar o aprendizado dos alunos? Como os professores se adaptam às novas realidades tecnológicas?

Sala de informática do Colégio Santíssimo Sacramento (Foto: Lucas Mascarenhas)

Em Cachoeira, no Recôncavo da Bahia, a adaptação à tecnologia na educação chega a passos lentos. Na escola particular Santíssimo Sacramento, conhecida como Sacramentinas, crianças do maternal ao nono ano tem acesso moderado à tecnologia.

A Ir. Hildete Reis, diretora do colégio, não permite o uso de celulares ou tablets na sala de aula sem autorização dos professores para alguma atividade. Segundo a mesma o uso excessivo das redes sociais desenvolve problemas na escrita dos alunos, “Os estudantes acabam escrevendo de forma errada em atividades avaliativas, abreviando palavras e abusando de gírias e expressões”, afirma Ir. Hildete.

Entrada da sala de Multimídia do Colégio Santíssimo Sacramento (Foto: Lucas Mascarenhas)

Em contrapartida, o colégio dispõe de salas multimídia como explica o professor de história Alfredo Júnior “As salas contêm equipamentos que auxiliam em pesquisas e exibição de filmes. Hoje em dia não se pode ignorar a tecnologia”. Ele ainda afirma que os professores desenvolvem projetos que trabalham o uso de smartphones, a exemplo da “selfie histórica”, projeto que teve como finalidade produção de selfies em algum monumento histórico de sua cidade.

O estudante do quinto ano do ensino fundamental, João Paulo Maia, de 9 anos aprova o uso de tecnologia para os estudos: “Me ajuda bastante, consigo pesquisar e aprender ao mesmo tempo”.

Outra realidade

Diferente do ensino privado, a tecnologia a serviço da educação no ensino público é quase inexistente. Apesar de gerar benefícios no desenvolvimento do aluno, o investimento em computadores e internet ainda está apenas no discurso.

A professora de português Ivete Mascarenhas, leciona na escola Paroquial Dom Antônio Monteiro, com turmas do sexto ao oitavo ano e percebe a carência educacional, “Para educação de qualidade existir é necessário existir recursos que atraiam o aluno e ajudem o professor, o que infelizmente é inexistente na maioria das escolas públicas de Cachoeira.”

A pedagoga Luciana Maia lamenta a falta de recursos tecnológicos dentro do ensino público, pois acredita na importância dos alunos estarem inseridos nesse universo: “Eu acho que contribui muito para o aprendizado do aluno porque é um meio de pesquisa. Tanto o professor quanto o aluno estão sempre em busca de novos saberes e inovações.” A mesma ainda acredita que um ensino de qualidade, que traga a internet em favor da educação, possa existir “Não podemos deixar de acreditar na educação e devemos usar a internet como nossa aliada e mais que isso, como nosso objeto de luta pela mudança”, conclui Luciana Maia.

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