Vantagens e riscos da comercialização de lanches na UFRB

A redução dos preços dos alimentos é o principal benefício apontado pelos alunos, mas há quem tenha dúvidas sobre cuidados com a higiene.

Evelin Querino

A venda de lanches nas dependências do CAHL, em Cachoeira, movimenta uma economia informal que tem como público-alvo principalmente os estudantes. Se, por um lado, gera uma renda extra para trabalhadores da cidade, por outro oferece uma alimentação mais barata para quem não pode pagar um almoço.

O vendedor Edmilson Moreira, residente da cidade de Cachoeira,  conta que a venda de lanches dentro da Universidade começou em 2012 através de sua esposa que é estudante do curso de Serviço Social, e costumava levar os lanches para comercializar entre os colegas. Para Edmilson, este trabalho não tem o retorno financeiro esperado pois raras vezes o lucro passa de oitenta reais ao dia. Ele enfatiza, também, as dificuldades que resultaram das paralisações e dos processos de greve que a universidade vivenciou diversas vezes.

Outra questão diz respeito aos preços, porque os estudantes são os principais clientes e tornam-se comuns as reclamações sobre a carestia dos lanches, que resultam na diminuição de 50 a 60 centavos nos valores. O vendedor conta também que costuma alternar o cardápio com sanduiches que contém queijo ricota e salada de frutas.  Apesar do lucro ser pouco, Edmilson afirma que consegue se manter.

A estudante  Paula dos Santos, do curso de Jornalismo, declara que é mais proveitoso almoçar do que fazer um lanche depois das aulas. “O almoço você come apenas uma vez”, diz ela, enfatizando que a substituição deste pelo lanche não é suficiente para atender as necessidades nutricionais dos estudantes. “O lanche é viável apenas nos intervalos, mas substituir o almoço por ele não é suficiente”.

Para Emanuela Ramos, estudante de História,  os preços dos lanches que são vendidos no trailer (que fica em frente ao Quarteirão Leite Alves, sede do CAHL), como os sucos, refrigerantes e água mineral chegam a ser um real mais caros se  comparados com os da vendedora que comercializa seus lanches no isopor na porta da Universidade. Emanuela  ressalta  a  necessidade  de  uma maior diversidade no cardápio que os vendedores ofertam, porque é comum encontrar as mesmas mercadorias, como coxinha, pastel, empanada e pão de forno. Alerta também para possíveis riscos, por não ter a certeza de que os alimentos possuem higienização correta, mas, se perceber algum deslize, afirma: “Eu posso até reclamar, mas se  não estiver a fim de me aborrecer, não compro mais”.    

Para Érica Oliveira, estudante do curso de Artes, os lanches podem ser livres de substâncias nocivas para a saúde, os preços são acessíveis, mas tive uma experiência desagradável ingerindo uma empanada estragada”. A estudante preferiu não revelar a identidade do vendedor que forneceu esse lanche, mas afirma que o mesmo ainda continua com a comercialização desses alimentos.

Foto da Capa : Evelin Querino

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