Ontologia, desejo e política em Espinosa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v19i1.1031

Palavras-chave:

Ontologia; Desejo; Política; Espinosa.

Resumo

No primeiro movimento o artigo analisa, em panorama, a ontologia espinosana. Após, mostra como, do interior dos conceitos presentes na ontologia, derivam os de homem, desejo, alegria e tristeza, esperança e medo, segurança e desespero, ação e paixão. Da relação entre ontologia, homens e desejo – bem como dos demais afetos –, são extraídas, em breves considerações, algumas teses políticas de Espinosa. Levanta-se, neste movimento argumentativo, a hipótese de que as teses políticas espinosanas derivam de sua ontologia e de sua concepção de homem como desejo e variação de potência. O conceito de desejo é analisado à luz da variação de potência e do tema do direito natural, o qual, em Espinosa, se identifica a potência. Quando das breves derivações à política, algumas teses hobbesianas – relacionadas aos temas da multidão, povo, representação, direito natural, estado civil, etc. – são trazidas à argumentação para que se mostre, por contraste, o peso das inovações espinosanas.

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Biografia do Autor

Luiz Carlos Montans Braga, Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS)

Doutor em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), São Paulo – SP, Brasil. Professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Feira de Santana – BA, Brasil.

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Publicado

2019-02-28

Como Citar

MONTANS BRAGA, L. C. Ontologia, desejo e política em Espinosa. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 19, n. 1, p. 139-158, 2019. DOI: 10.31977/grirfi.v19i1.1031. Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1031. Acesso em: 13 ago. 2020.

Edição

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Artigos