A reversibilidade ontológica no conceito de imanência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v20i2.1655

Palavras-chave:

Método Fenomenológico; Imanência; Ser; Absoluto; Invisível.

Resumo

O estudo que se segue, tratar-se-á, a prima facie, de uma tentativa de justificar a necessidade de Michel Henry em radicalizar o método fenomenológico a fim de conceber a dualidade visível-invisível na Imanência absoluta de um sujeito patético sem, contudo, afastar-se do campo fenomenológico. No entanto, nos será preciso entender que suas considerações se tratam de um projeto onto-fenomenológico pois, segundo o autor, é apenas submetendo toda a ontologia à fenomenologia que o desvelar do Ser é suscetível de dar-se em sua plenitude. Nesta medida, espera-se com esse artigo apresentar-lhes os argumentos principais da Onto-Fenomenologia Material de Michel Henry arguindo, por sua vez, que seu projeto filosófico não se trata de metafísica e, tampouco, de mística. Em sentido oposto, mostraremos em que medida a Filosofia Material de Michel Henry deve ser considerada ontologia e seu método fenomenológico. Para tal utilizaremos como base, em especial, L’essence de la Manifestation e Phenomenologie Materielle.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Symon Sales Souto, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Doutorando em Filosofia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria – RS, Brasil.

Referências

ALVES M.S.P., SANTOS J. M., SÁ A.F. de (Orgs.). Humano e Inumano. A dignidade do Homem e os Novos Desafios. Actas do II Congresso Internacional da Associação Portuguesa de Filosofia Fenomenológica, 10 e 11 de março de 2005 (Universidade de Coimbra), Revista Phainomenon. Estudos de Fenomenologia, Lisboa, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2006, pp. 279-290.

ÂNGULO, J. Fenomenología de la vida. Universitas philosophica, 37, 2001, pp.113-126. Bogotá. Disponívelem: file:///C:/Users/Symon%20Sales/Downloads/11369-Texto%20del%20art%C3%ADculo-41829-1-10-20141212%20(1).pdf. Acesso em 10/08/2018.

BARBOSA, R.A ideia husserliana de fenomenologia. INCONΦIDENTIA: Revista Eletrônica de Filosofia Mariana-MG, Volume 2, Número 2, janeiro-julho de 2014.

BARIENTOS RODRÍGUEZ, J. Cinco datos fenomenológicos premilinares para uma ontología de lasubjetividad a partir de Michel Henry leitor de Maine de Biran. Research Bulletin (Nihon University), 60, 2008, 29-54. Disponívelemhttps://datospdf.com/download/cinco-datos-fenomenologicos-preliminares-para-unaontologia-de-la-subjetividad-_5a4bda69b.7d7bcb74fd03aea_pdf. Acesso em 01/09/2018.

CARDOSO, Adelino; MIRANDA JUSTO, José M. (Orgs.) Sujeito e Passividade. Anais do Congresso. Lisboa: Colibri; CEFI, 2003.

CIOCAN, Cristian; KÜHN, Rolf; HATEM, Jad (Eds.). Henry's Radical Phenomenology. Romanian Society for Phenomenology e Humanitas, Studia Phaenomenologica, v. IX/2009.

COMTE-SPONVILLE, A. Dicionário filosófico. Trad. Eduardo Brandão. 1. ed. São Paulo: Martins Fontes,2003.

DEPRAZ, N. (1999). Husserl. Paris: Armand-Colin.

DEPRAZ, N. Compreender Husserl. Tradução de Fábio dos Santos. 3º ed. Petrópolis, Rj: Vozes, 2011.

DUFOUR-KOWAISKA, G.Michel Henry, Une Philosophie de la vie et de la praxis, Paris, Vrin,1980.

FRAGATA J. A fenomenologia de Husserl como fundamento da filosofia. 1ª ed: Braga, livraria cruz, 1956.

FURTADO, Luiz José. A filosofia de Michel Henry: uma crítica fenomenológica da fenomenologia. Dissertatio, p. 231-249, inverno/verão de 2008.

GALEFFI, D. O que é isto — a fenomenologia de Husserl? Ideação, Feira de Santana, n.5, p.13-36, jan. /jun. 2000. Disponível em: <http://pablo.deassis.net.br/wp-content/uploads/dante5-fenomenologia.pdf>. Acesso em 7/7/2018.

GARCÍA-BARÓ, M. Introducción a la teoría de la verdad de Michel Henry, en M. HENRY, Fenomenología material, Ediciones Encuentro, S.A., Madrid, 2009.

GARCÍA-BARÓ, M. Alabanza de Michel Henry: Introducción a su edición de M. Henry, La Esencia de la Manifestación. Salamanca, Sígueme, 2016, 5-12.

GÉLY, R. La souffrance originaire de la vie et la souffrance au travail. Réflexions à partir de la phénoménologie radicale de Michel Henry. Colóquio Internacional de Lyon, 2008.

GIOVANNANGELI, D. La passion de l´origine; recherches sur l`eshétique transcendantale e la phénoménologie.Paris: Galilée, 2002.

GRZIBOWSKI, Silvestre. Transcendência e ética: um estudo a partir de Emmanuel Levinás. São Leopoldo: Oikos, 2010.

GRZIBOWSKI, Silvestre. Intuição e percepção em Husserl: leituras de Emmanuel Levinás. Rev. Nufen: Phenom. Interd. | Belém, ago. – Dez., 2016. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rnufen/v8n2/a06.pdf>. Acesso em 27/07/2018.

HENRY, M. Fenomenologia não-intencional. Trad. José Rosa. LusoSofia: Press, 1992. Disponível em: www.lusosofia.net.Acesso em 10/09/2018.

HENRY, M. Encarnação: uma filosofia da carne. Trad. Florinda Martins. Portugal: Círculo de Leitores, 2000.

HENRY, M. Fenomenología de la vida. Trad. Miguel García-Baró, en M. GARCÍA-BARÓ – R. PINILLA (coords.) Pensar la vida. Documentos de trabajo, Madrid: Universidad Pontificia de Comillas, n. 48, pp. 17-31, 2003a.

HENRY, M.Phénoménologie de la naissance. Alter, revue de phénoménologie 2: Temporalité et affection, p. 295-312. 1994.

HENRY, M. Débat autor de l’oeuvre de Michel Henry. In Phénoménologie de la vie, T. IV, Paris: PUF, (2004). p. 224.

HENRY, M. O começo cartesiano e a ideia de fenomenologia. Trad. Adelino Cardoso. Covilhã: LusoSofia: Press, 2008. Disponível em: www.lusosofia.net. Acesso em 11/09/2018.

HENRY, M. Fenomenología Material. Trad. Javier Teira y Roberto Ranz. Madrid: Ediciones Encuentro, 2009b.

HENRY, M. L’essence de la manifestation.Paris: Épiméthée, PUF, 2011b.

HENRY, M. A barbárie. Trad. Luiz Paulo Rouanet. São Paulo: É Realizações Editora, 2012b.

HUSSERL, E. Problemas fundamentales de la fenomenología. Edición e traducción de C. Morenoy J. San-Martín. Madrid: Alianza Editorial, 1994.

HUSSERL, E. A ideia da fenomenologia. Lisboa: Edições 70,2000.

HUSSERL, E. Ideias para uma fenomenologia pura e para uma filosofia fenomenológica: introdução geral à fenomenologia. Tradução de Márcio Suzuki. Aparecida, SP; Ideias &Letras, 2006.

ISIDRO PEREIRA, S. J. Dicionário grego-português e português-grego. 5. ed. Lisboa: Livraria Apostolado da Imprensa, 1976.

JEAN-LUC MARION, "Le corpssentant", Conferências de filosofia II, Campo das Letras, 2000, pp. 147-174.

LAOUREUX, S. L´Immanence à la limite; recherches sur la phénoménologie de Michel Henry. Paris: CERF, 2005.

LAVIGNE, JEAN-FRANÇOIS. The paradox and limits of Michel Henry’s concept of transcendence. International Journal of Philosophical Studies 17(3): 377–388, 2009.

LEVINÁS, E. Descobrindo a existência com Husserl e Heidegger (instituto Piaget).

LEVINÁS, E. Totalidade e Infinito. (Ed.70).

LEVINÁS, E. Humanismo do outro Homem. (Ed. Vozes).

LIPSITZ, M. Eros y nacimiento fuera de la ontología griega: Emmanuel Levinás y Michel Henry. Buenos Aires: Prometeo, 2004.

LIPSITZ, M. Vida y subjetividad: Los Descartes de Michel Henry.Tópicos. . Acesso em 23/08/2018.

MAGALHÃES, Fernando Silvestre Rosas. Caro cardo salutis: O Contributo de Michel Henry para uma Cristologia da Encarnação. 2008. Dissertação de Mestrado – Universidade Católica Portuguesa, Porto, 2008.

RIVERA, J. The contemplative self after Michel Henry, University of Notre Dame Press, Indiana, 2014.

SANTOS, Luciano Costa. O sujeito encarnado: a sensibilidade como paradigma ético em Emmanuel Lévinas. Ijuí: Unijuí, 2009.

SCHELER, M. Da essência da filosofia. Trad. Artur Morão. Luso Sofia: Press, 2002. Disponível em: www.lusosofia.net. Acesso em 10/08/2018.

SEBASTIEN, L. L'Immanence à la limite. Recherches sur la phénoménologie de Michel Henry(Passages). Un vol. de 269 pp. Paris, Cerf, 2005.

TOURINHO, C. O exercício da epoché e as variações do transcendente na fenomenologia de Edmund Husserl. Unisinos. Disponível em: . Acesso em 4/10/2018.

TOURINHO, C. A radicalização da epoché fenomenológica: inversão do transcendente e oscilação do objeto intencional em Husserl. Disponível em: <http://www.ufjf.br/eticaefilosofia/files/2009/08/16_2_tourinho.pdf> acesso em 14/09/2018.

TOURINHO, C. A estrutura do noema e a dupla concepção do objeto intencional em Husserl. Revista Veritas. Porto alegre-rs, v. 58, n. 03, p. 482-498, 2013.

Downloads

Publicado

2020-06-12

Como Citar

SALES SOUTO, S. A reversibilidade ontológica no conceito de imanência. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 61-74, 2020. DOI: 10.31977/grirfi.v20i2.1655. Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1655. Acesso em: 15 ago. 2020.

Edição

Seção

Artigos