As vozes de Wittgenstein: hegemonia, assombração e conflito

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v20i2.1741

Palavras-chave:

Autenticidade; Civilização; Hegemonia; Herança; Terapia; Wittgenstein.

Resumo

O objetivo deste texto é apresentar e explorar uma imagem de Wittgenstein que ainda permanece nas margens da produção acadêmica de comentários sobre seus escritos: a imagem de um filósofo que não se ocupa de teses e teorias filosóficas, mas de um conflito com sua herança filosófica e com o mundo que habita. Um conflito que não termina, que nos exibe ambiguidades que não são abandonadas através de soluções definitivas para o que assombra o filósofo. As vozes de Wittgenstein nos falam tentações e formas hegemônicas de pensar a filosofia que ainda se fazem presentes, de questões que ainda podem ser colocadas para as comunidades filosóficas, e isso nos leva a pensar que pertinência ainda pode haver em sua demanda por um procedimento terapêutico. Nesse sentido, alguns assuntos serão tratados como: a filosofia como uma forma de terapia antifilosófica, a relação entre a “doença de uma época” e os escritos e aspectos biográficos de Wittgenstein, o desejo de autenticidade e a possibilidade de soluções individuais para os problemas relativos à “escuridão desta época”.

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Biografia do Autor

Victor Galdino Alves de Souza, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Doutor em Filosofia pelo Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro – RJ, Brasil.

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Publicado

2020-06-12

Como Citar

DE SOUZA, V. G. A. As vozes de Wittgenstein: hegemonia, assombração e conflito. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 20, n. 2, p. 291-308, 2020. DOI: 10.31977/grirfi.v20i2.1741. Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1741. Acesso em: 11 ago. 2020.

Edição

Seção

Artigos