Um ponto de partida sobre as medições: um entendimento esquemático e epistemologicamente útil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v22i2.2836

Palavras-chave:

Medição; Filosofia da medição; Epistemologia da medição.

Resumo

Teorizar sobre “o que é x?” é a tarefa primária de qualquer estudo que se pretenda uma “filosofia sobre x”. No caso da filosofia das medições, o problema é multifacetado, envolvendo noções cujas restrições são formuladas em vista de pressupostos metafísicos e consequências epistêmicas. Envolto à busca pelo entendimento sobre o que é medir estão problemas derivados da sua relação com o conhecimento, sobretudo científico. Essa relação posiciona questionamentos epistemológicos, mais amplos, que podem ser destrinchados em problemas epistêmicos mais específicos. Haveria, então, uma maneira de compreender e caracterizar as medições que possibilitasse identificar e esclarecer uma coleção desses problemas? Este artigo propõe um esquema frutífero nesse sentido, posicionando um ponto de partida útil frente ao campo.

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Biografia do Autor

Felix Pinheiro, Universidade Federal de Uberlândia (UFU)

Doutor(a) em Filosofia na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis – SC, Brasil. Professor(a) substituto(a) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Uberlândia – MG, Brasil

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Publicado

2022-06-19

Como Citar

PINHEIRO, F. Um ponto de partida sobre as medições: um entendimento esquemático e epistemologicamente útil. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 22, n. 2, p. 108–120, 2022. DOI: 10.31977/grirfi.v22i2.2836. Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2836. Acesso em: 28 nov. 2022.

Edição

Seção

Artigos