Os direitos humanos e o mundo multipolar: entre o universalismo e o pluralismo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.31977/grirfi.v14i2.712

Palavras-chave:

Direitos humanos; Cosmopolitismo; Multipolaridade; Pluralismo.

Resumo

O presente artigo examina a relação entre as noções de direitos humanos e a política democrática em face de sua fundamentação filosófica, tendo em vista a noção do que se convencionou chamar de Nova Ordem Mundial. Nesta perspectiva, apresenta-se, pelas lentes da teoria da Democracia radical e plural, postulada por Chantal Mouffe, as condições para se pensar uma ordem baseada na concepção chave do pluralismo. Para tanto, problematiza-se os principais argumentos da versão cosmopolita diante do pressuposto de pretensões de validade universal, marcadamente presentes no pensamento de Jürgen Habermas enquanto obstáculo a uma política legítima dos direitos humanos. Esta leitura contribui para compreender as possibilidades dos avanços teóricos proporcionados pelo projeto multipolar proposto por Chantal Mouffe e identifica os principais obstáculos e meios possíveis para pensar uma política dos direitos humanos.

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Biografia do Autor

Rita de Cássia Ferreira Lins e Silva, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR)

Doutoranda em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR), Paraná – Brasil. Bolsista Capes.

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Publicado

2016-12-18

Como Citar

SILVA, R. de C. F. L. e. Os direitos humanos e o mundo multipolar: entre o universalismo e o pluralismo. Griot : Revista de Filosofia, [S. l.], v. 14, n. 2, p. 288–299, 2016. DOI: 10.31977/grirfi.v14i2.712. Disponível em: https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/712. Acesso em: 26 jun. 2022.

Edição

Seção

Artigos