https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/issue/feed Griot : Revista de Filosofia 2022-06-19T21:38:26+00:00 Griot : Revista de Filosofia griotrevista@gmail.com Open Journal Systems <p>A&nbsp;<strong>Griot : Revista de Filosofia&nbsp;</strong>é um periódico quadrimestral do Curso de Filosofia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, câmpus de Amargosa/BA, Centro de Formação de Professores (CFP), cujo objetivo é&nbsp;divulgar pesquisas de doutorandos e doutores na área de filosofia e promover debates e discussões filosóficos de forma ampla, independentemente da linha e filiação filosóficas dos autores.&nbsp;</p> <p><strong>Ano de criação</strong>: 2009 | <strong>Área de publicação:</strong> Filosofia |&nbsp;<strong>e-ISSN:</strong> 2178-1036 |&nbsp;<strong>Qualis:</strong> B1</p> https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2796 Algumas contribuições de Merleau-Ponty à pedagogia 2022-01-10T19:08:47+00:00 Ronaldo Filho Manzi manzifilho@hotmail.com <p>Este artigo busca apresentar e refletir sobre algumas contribuições que o filósofo Maurice Merleau-Ponty traz à pedagogia durante seus cursos sobre a psicologia infantil e a pedagogia realizados em Sorbonne entre os anos 1949 e 1952. Irá ser destacado como o filósofo insiste que é no entrecruzamento de saberes que somos forçados a pensar de outra forma. Assim, estudos sobre a psicanálise, a antropologia, o culturalismo, por exemplo, são, a seu ver, fundamentais para as reflexões pedagógicas. Essa forma de pensar renova nossa concepção sobre o mundo infantil, tal como a criança se relaciona com o mundo, com os outros e consigo. Para mostrarmos isso, iremos primeiramente apresentar algumas reflexões sobre a infância que influenciaram a própria experiência de pensamento do filósofo. Por fim, apresentaremos um dos cursos de Merleau-Ponty, “A criança vista pelo adulto”, em que se revela a originalidade do filósofo em trazer à tona saberes aparentemente distantes da reflexão pedagógica, mas que nos força a pensar.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Ronaldo Filho Manzi https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2801 A meditatio mortis montaigniana: de como filosofar é aprender a viver 2022-01-17T15:18:14+00:00 Natanailtom de Santana Morador natanmorador@gmail.com <p>Desde Platão, a morte tem sido um tema recorrente na história da filosofia e as escolas helenísticas (sobretudo o epicurismo e o estoicismo) fizeram dela uma reflexão diária, de onde advém não só o termo <em>meditatio mortis</em>, mas toda uma literatura, inclusive durante o medievo, que tem como centralidade o momento final da vida. Assim, no século XVI, período no qual se encontra o nosso autor, Michel de Montaigne, a meditação sobre a morte era um <em>topos</em> retórico, mas os <em>Ensaios</em> abordam o tema da morte não somente do ponto de vista literário, mas como uma meditação diária, como um exercício espiritual. Deste modo, o nosso artigo pretende sugerir que Montaigne, muito além de uma abordagem retórica, tenta recuperar o sentido mais originário que as escolas helenísticas davam à <em>meditatio mortis</em>, tomando-a como uma preparação para a própria vida, como uma atenção constante ao presente, diante de um cenário eminente de mortes, com as epidemias de peste negra e guerra civil.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Natanailtom de Santana Morador https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2811 El papel de la confesión en el último Foucault 2022-01-25T10:58:08+00:00 Joaquín Fortanet Fernández fortanet@unizar.es <p>El análisis de la confesión en la obra de Foucault a partir de la comparación entre <em>Los anormales</em>,<em> Obrar mal, decir verdad </em>y<em> Las confesiones de la carne </em>muestra uno de los desplazamientos más relevantes en la obra de Foucault que constituye buena parte de la esencia de lo que se ha llamado <em>el último Foucault</em>: la relación del sujeto y la verdad. Se intentará dar cuenta de ese giro, analizando la mirada al cristianismo primitivo del último Foucault y la relación de tal reflexión en el análisis de la hermenéutica de sí. Las últimas reflexiones sobre la confesión en <em>Las confesiones de la carne</em> permitirán mostrar el sentido de la indagación ética del último Foucault que reproduce el doble carácter crítico y ontológico de la anarqueología.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Joaquín Fortanet Fernández https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2829 Pressupostos e balanço crítico da análise de Habermas sobre a subjetividade e da tese da individuação pela socialização 2022-01-28T17:54:17+00:00 Luiz Filipe Oliveira luizfilipe3r@gmail.com <p>Este trabalho tem por objetivo levantar alguns argumentos utilizados por Habermas em seu <em>Pensamento pós-metafísico</em> a fim de que possamos a partir disso fazer um balanço crítico do papel que ele alega ao problema da subjetividade à luz de sua tese da individuação pela socialização. Primeiramente apresentaremos os pressupostos teóricos e históricos aos quais o projeto habermasiano está assentado, por exemplo, a utilização de Habermas da teoria social de Mead, para então compará-lo à tradição a qual ele se contrapunha. Tentaremos então esclarecer certas tendências da época, reforçadas sobretudo pela teoria de Habermas, tal qual a noção da redução da subjetividade à socialização, comparando-as com os elementos principais das teorias metafísicas da subjetividade que haviam dominado o discurso da modernidade. Como veremos, o ponto médio que bifurca ambas as perspectivas será a atitude com que cada um se comporta diante dos problemas decorrentes do círculo reflexivo da subjetividade, tematizando a possibilidade de um conhecimento não proposicional.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Luiz Filipe Oliveira https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2804 Da experiência à mediação: uma transição mínima em Theodor Adorno 2022-01-21T21:40:23+00:00 Fabiano Leite França fabiano.fil@hotmail.com <p>Em virtude da naturalização do protagonismo da concepção de experiência na interpretação da dialética de Theodor Adorno, esse artigo pretende elucidar algumas linhas de deslocamento da categoria de experiência para a categoria de mediação, a partir da apropriação crítica desta categoria do pensamento de Hegel por Adorno; pois, uma vez que toda experiência é mediada, a mediação apresenta-se como condição para a efetivação da experiência e, por esta razão, a mediação se estabelece enquanto instância privilegiada no processo do conhecimento no âmbito da relação sujeito e objeto, haja vista que se define enquanto causa e condição para a organização da experiência. Fundamentalmente, a proposta é demonstrar que tanto a dialética hegeliana quanto a adorniana - não obstante suas idiossincrasias - têm na mediação seu aspecto motívico de determinação do subjetivo e do objetivo. Portanto, o conceito de mediação será apresentado como um componente transversal e de determinidade recíproca que, ao mesmo tempo que aproxima, distingue os aspectos relacionados, fazendo da dialética um procedimento, no âmbito do qual a mediação vem a ser condição e fundamento para o desenvolvimento e a determinação dos conceitos circunscritos em um dado contexto ou situação. Nesse sentido, a mediação despontará como o agente estruturador da experiência, fator que justificará sua prioridade em relação à experiência.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fabiano Leite França https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2816 Mandelbaum: crítica ao antiessencialismo na arte e sua interpretação problemática da noção wittgensteiniana de semelhança de família 2022-01-26T00:12:00+00:00 Marco Gobatto gobatto.sk8@gmail.com <p>O presente artigo aborda a crítica de Maurice Mandelbaum ao antiessencialismo na arte de orientação wittgensteiniana. Mandelbaum tece críticas posição comum de Paul Ziff, Morris Weitz e Willian Kennick segundo a qual a definição do conceito de arte não poder ser estabelecida em termos essencialistas. De acordo com Mandelbaum, a tese antiessencialista falha porque se pauta em propriedades observáveis para alegar que não há propriedade necessária e suficiente que percorre o conjunto de todas as obras de arte. Nesse sentido, a definição do conceito de arte poderia ser estabelecida mediante propriedades relacionais. O ataque de Mandelbaum se concentra na noção de <em>semelhança de família </em>desenvolvida por Ludwig Wittgenstein nas <em>Investigações Filosóficas. </em>Em sua interpretação da referida noção<em>, </em>Mandelbaum pressupõe que Wittgenstein estaria se referindo a propriedades diretamente exibidas. Todavia, o artigo defende que a crítica de Mandelbaum não se justifica pois ignora a distinção entre <em>ver </em>e <em>ver como </em>que o próprio Wittgenstein realiza na passagem XI de sua mencionada obra.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marco Gobatto https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2868 Hobbes e o problema da personificação na teoria da representação 2022-02-07T23:05:11+00:00 Delmo Mattos Silva professordelmo@gmail.com <p>O propósito desse artigo consiste em discutir os termos da representação e da teoria da autorização em Hobbes evidenciando, por sua vez, as adversidades e as incoerências no modo como a atribuição fictícia interfere na constituição da autoridade em Hobbes. Nesse sentido, torna-se necessário discutir o modo pelo qual Hobbes determina a função do representante na ausência de sua identificação como autor, ou seja, sem qualquer condição de atribuir autoridade aos seus atores. Trata-se, portanto de uma contradição aos termos da racionalidade imposta pelo modelo de representação proposto por Hobbes, no qual a imputação da responsabilidade, no caso da pessoa fictícia, encontra-se ausente de responsabilidade por seus atos e, assim inviabilizando assumir responsabilidade pelos atos de um outro. Para tanto, evidenciam-se os aspectos da pessoa fictícia e a sua relação com os preceitos da autorização não autorizada para definir os termos da atribuição fictícia e suas implicações na teoria jurídica da autorização em Hobbes.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Delmo Mattos Silva https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2803 Notas sobre o conceito de prazer em Epicuro 2022-01-20T20:54:26+00:00 Marcos Adriano Zmijewski zmijewski.filo@gmail.com <p>O presente artigo tem por objetivo examinar a noção de prazer (<em>hedoné</em>) enquanto <em>télos</em> da vida feliz (<em>makários zén</em>) em Epicuro. Compreendido como bem primeiro (<em>agathòn prôton</em>) e inerente ao ser humano, o prazer é apresentado como o princípio e o fim último (<em>archê kai télos</em>) da vida feliz. Com efeito, convém destacar que não são os prazeres do vulgo (os quais consistem no gozo imoderado dos sentidos) que Epicuro considera como <em>télos</em> da vida feliz, mas o prazer que é ausência de sofrimentos no corpo e na alma, o qual é nomeado por Epicuro de prazer catastemático (<em>hedoné katastematiké</em>) ou prazer estático/em repouso. São, neste sentido, duas as preocupações que orientam o presente trabalho: i) a de apresentar o prazer como <em>télos </em>da vida feliz; ii) a de expor o sentido estrito que o conceito de prazer assume na filosofia (especialmente na ética) epicurista, atentando-se para a distinção entre prazer em movimento e prazer em repouso. O presente estudo está pautado sobretudo em passagens da epístola a Meneceu, em algumas Máximas Principais e Sentenças Vaticanas, textos em que Epicuro expõe os fundamentos do seu hedonismo, bem como nos testemunhos de discípulos tardios, como Tito Lucrécio Caro, Diógenes Laércio e Diógenes de Enoanda.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Marcos Adriano Zmijewski https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2836 Um ponto de partida sobre as medições: um entendimento esquemático e epistemologicamente útil 2022-01-30T01:35:23+00:00 Felix Pinheiro feliks.sm@gmail.com <p>Teorizar sobre “o que é x?” é a tarefa primária de qualquer estudo que se pretenda uma “filosofia sobre x”. No caso da filosofia das medições, o problema é multifacetado, envolvendo noções cujas restrições são formuladas em vista de pressupostos metafísicos e consequências epistêmicas. Envolto à busca pelo entendimento sobre o que é medir estão problemas derivados da sua relação com o conhecimento, sobretudo científico. Essa relação posiciona questionamentos epistemológicos, mais amplos, que podem ser destrinchados em problemas epistêmicos mais específicos. Haveria, então, uma maneira de compreender e caracterizar as medições que possibilitasse identificar e esclarecer uma coleção desses problemas? Este artigo propõe um esquema frutífero nesse sentido, posicionando um ponto de partida útil frente ao campo.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Felix Pinheiro https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2872 Da educação enquanto afirmação da vida entre a arte e a filosofia segundo Nietzsche no filme “Sociedade dos poetas mortos” 2022-02-12T23:47:23+00:00 Luiz Carlos Mariano Da Rosa marianodarosaletras@gmail.com <p>Baseado no filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), o artigo assinala o caos instaurado no âmbito da escola tradicional norte-americana Welton através do trabalho do professor John Keating na instauração de novos métodos de ensino e aprendizagem para a literatura, na medida em que tende a fomentar o questionamento acerca do sentido e do valor da vida e o cultivo de si como possibilidade de produção de um conteúdo novo e extemporâneo e o conhecimento enquanto afirmação das forças da vida. Dessa forma, fundado na crítica de Friedrich Nietzsche (1844-1900) em relação à “cultura histórica” enquanto produto da contradição envolvendo vida e cultura, o artigo sublinha que o saber que guarda raízes na “cultura histórica” se caracteriza como um capital improdutivo, assinalando a inexistência de direitos da Filosofia entre a cultura histórica e o processo formativo-educacional e a necessidade da correlação envolvendo arte e filosofia diante da ciência e da verdade. Assim, contrapondo-se à transformação da filosofia em erudição em nome da “cultura histórica” e aos “filósofos” que se colocam a seu serviço, Nietzsche denuncia a redução do ser, da vida e da visão ao arcabouço de conceitos, opiniões, passados, livros em uma análise crítica que se detém na questão envolvendo os professores de filosofia entre a vida e a ciência do vir-a-ser universal: filósofos ou servidores da “história”?</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Luiz Carlos Mariano Da Rosa https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2894 O direcionamento humano: uma breve contribuição da filosofia e uma leitura do mundo técnico 2022-02-28T12:17:59+00:00 Itamar Soares Veiga inpesquisa@yahoo.com.br <p>Este artigo trata sobre a concepção de um “nós” que se constitui a base para um direcionamento mais amplo, diferenciando os humanos frente aos demais seres vivos. Neste sentido, um discurso sobre “nós” necessita de uma base de apoio e, geralmente, aponta para uma direção. Este último aspecto implica, mesmo que minimamente, um direcionamento do ser humano projetado para o futuro. Diante deste contexto, este artigo visa discutir sobre o direcionamento humano e verificar as suas características. Para realizar esta discussão na primeira seção são expostas algumas posições filosóficas por meio de contribuições de Heidegger e Kant. E, na segunda seção, a concepção de um “nós”, será analisada com o foco nos fenômenos recentes do desenvolvimento técnico. A conclusão final aponta que o direcionamento, propiciado pela tecnologia, se adapta bem a certas características já existentes nos humanos em épocas anteriores. Uma solução possível para lidar com o direcionamento tecnológico seria o envolvimento, por parte da filosofia, com certos aspectos já disponíveis sobre o mundo técnico e a fomentação de um espaço de reflexão.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Itamar Soares Veiga https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2907 A ambiguidade da definição ostensiva e a convergência entre Wittgenstein e Agostinho 2022-03-17T01:27:55+00:00 Clodoaldo da Luz clodoaldoluz@outlook.com <p>A definição ostensiva, ao basear-se na ostensividade, visa indicar que a linguagem humana se norteia, tão somente, na gesticulação e indicação. Nesse sentido, semelhante teoria linguística exclui, em grande parte, a considerável eminência da simbologia e internalização inscritos na dinamicidade e interioridade inerentes à linguagem humana. Desse modo, a definição ostensiva, com a pretensão de ser a tese paradigmática sobre a linguagem humana, não a explicitaria, tampouco sintetizaria em si toda a riqueza presente na linguagem humana. Perante isso, o presente artigo visa refletir acerca da ambiguidade da definição ostensiva e a convergência entre Wittgenstein e Agostinho. Ambos, embora distante temporalmente, não endossam a definição ostensiva como base de suas teses sobre a linguagem humana. Assim, em primeiro lugar, será apresentada uma conceituação sobre a definição ostensiva. Para depois, investigar sobre a crítica de Wittgenstein sobre tal conceito linguístico e, por fim, ponderar que, também, Agostinho não tem a definição ostensiva como base de sua concepção sobre a linguagem.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Clodoaldo da Luz https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2917 Restaurar a diferença na sensibilidade: Deleuze crítico de Kant 2022-03-30T00:25:50+00:00 Leandro Lelis Matos leandrolelism@yahoo.com.br <p> </p> <p>A partir da obra <em>Diferença e repetição</em>, pretendo discutir em que medida a proposta de Deleuze de restaurar a diferença na sensibilidade, evitando que a diferença seja confundida com o diverso, tal como propôs Kant, a fim de retirar a diferença da submissão à representação no âmbito da sensibilidade. Isso configura uma nova perspectiva para pensar a questão da diferença na sensibilidade reformulando noções do pensamento transcendental e da ontologia, por meio de uma aliança inusitada entre a ciência e a filosofia. Para tanto, os objetivos a serem cumpridos serão: I) expor a crítica de Deleuze à filosofia transcendental de Kant, no que tange à diferença como o diverso na sensibilidade e questionar o próprio conceito de transcendental como condição para a experiência; II) argumentar a saída de Deleuze para o problema da representação da diferença na sensibilidade a partir da noção de ser do sensível; III) explorar a apropriação de Deleuze do conceito de individuação de Gilbert Simondon; IV) exprimir porque as noções de vontade de potência e de eterno retorno, da filosofia de Nietzsche, contribuem, juntamente com a individuação, para compor o conceito de diferença em resposta aos limites do transcendentalismo.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Leandro Lelis Matos https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2918 Ludwig Feuerbach: por quê seu ateísmo é ponderável? 2022-04-03T02:54:28+00:00 Arlei Espindola Earlei@sercomtel.com.br <p>O artigo busca retratar o tema da inversão da teologia em antropologia em Feuerbach alcançando o contexto da tradição filosófica para redimensionar em que sentido é correto entender que o filósofo do século XIX não é ateu e também não se reduz a servir de mero ponto de passagem entre dois grandes autores: Hegel e Marx. Focalizando a questão candente da história da filosofia, naqueles que olharam mais fundo para o homem, que muito clama por encontrar alento, sentido, paz, diante do vazio, da dor, produzida pela incerteza, a finitude, angústias, impotência e sofrimentos, percebe-se estar revestida desta densidade o trabalho filosófico de Feuerbach que será bem compreendido ao inseri-lo no contexto de discussões presas ao campo de nosso mundo atual, pois o problema com o qual se ocupa diz respeito aos temas centrais da filosofia desembocando nas meditações sobre Deus, religião, teologia, e tudo o que com isso se relacione na vida teórica e prática, revendo a estrutura e funcionamento da religião e dos eventos religiosos como tal, para além de poder ser julgado um mero ateu.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Arlei Espindola https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2826 Rorty: uma utopia de primazia da literatura e da liberdade 2022-01-27T21:00:45+00:00 Vigevando Araújo de Sousa vigevando33@gmail.com Wilker de Carvalho Marques wilker_marques@yahoo.com.br <p>Richard Rorty (1931-2007) destacou-se como relevante pensador da vida política contemporânea, além de construir um arcabouço de ideias acerca da linguagem, da cultura, da liberdade e da solidariedade. Uma de suas bandeiras mais recorrentes foi a primazia da literatura em relação à filosofia e da liberdade em relação à verdade. Para os fins do presente artigo, partimos de trechos da entrevista de Rorty por Helmut Mayer e Wolfgang Ulrich, compilada no texto <em>É bom persuadir</em>, em <em>Cuida da liberdade que a verdade cuidará de si mesma</em>. Além desse texto, lançamos mão também de <em>Filosofia e esperança social</em> (de 1999), e, em especial, <em>Educação como socialização e individualização</em> (de 1989), texto em que o autor, afastando-se do entusiasmo pela filosofia tradicional e defendendo a adoção de uma <em>filosofia edificante</em>, defende a primazia da liberdade sobre a verdade assumindo, por conseguinte, uma postura marcantemente <em>antidogmática, antiessencialista</em> e <em>antifundacionista</em>.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Vigevando Araújo de Sousa, Wilker de Carvalho Marques https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2916 Considerações acerca da noção de história no conceito de genealogia nietzschiano 2022-03-27T07:19:03+00:00 Fernanda dos Santos Sodré fernandassodre@yahoo.com.br <p class="western" align="justify"> </p> <p>O objetivo geral deste artigo é discutir o conceito de genealogia criado por Friedrich Nietzsche. A nossa hipótese é a de que Nietzsche se alia a uma determinada noção de história para criar este conceito. Trata-se então de investigar em que medida Nietzsche toma a história como uma escrita hieroglífica e como esta concepção de história não pode ser pensada a partir de sua compreensão acerca das origens. Assim, a relação que Nietzsche estabelece com a história é outra, que não pertence ao registro tradicional. Pois, se a metafísica pode tornar a história uma ciência objetiva na qual é possível definir um absoluto, uma constante, e a partir daí traçar um movimento teleológico, Nietzsche pensa a história como descontinuidade, apostando na singularidade do acontecimento. Por fim, apontaremos para a dimensão do riso inerente a este registro de história, e de como o riso do genealogista seria uma espécie de proteção diante da seriedade científica para realização de sua <em>gaia ciência.</em></p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fernanda dos Santos Sodré https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2776 A visão integral da pessoa no pensamento de Emmanuel Mounier e José Saramago 2022-01-04T15:24:32+00:00 Felipe Freitas de Araújo Alves felipe.ihs@gmail.com Daniel Vecchio Alves danielvecchioalves@hotmail.com <p>Este trabalho foi realizado com o objetivo de apresentar uma visão integral da pessoa necessária para uma vivência sadia da própria objetividade/subjetividade, tendo como base alguns preceitos de Emmanuel Mounier, somados, por sua vez, à questão da (ar)racionalidade em José Saramago. Tais abordagens serão iniciadas pela corporeidade que mostra o corpo como parte essencial da pessoa, ou seja, através dele ela exprime-se como tal e se expõe diante do mundo e dos outros. Porém, esta mesma pessoa está para além do corpo, da exterioridade, ela é interioridade e aí encontra a força que favorece o salto da própria realidade pessoal, isto é, favorece a dinâmica interior-exterior. Nesta dinâmica surge o grande dom da liberdade que, embora interior, se manifesta nos atos humanos. Para a elaboração deste estudo, foi utilizada uma metodologia de cunho exploratório bibliográfico levando em conta as principais obras dos autores. Concluímos, por fim, que as propostas de Mounier e Saramago acerca da liberdade se aproximam e apresentam pontos ainda extremamente necessários no mundo atual, pois saber que a liberdade não é pura objetividade, ou seja, que devemos vivê-la em vez de vê-la, e nem pura subjetividade, isto é, o mundo não se adéqua somente as minhas vontades, é saber que a experiência humana é vivida sob condições, o que nos ajuda a colocar ou manter os pés no chão. Somos livres à medida que fazemos os outros livres, eis o grande desafio!</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Felipe Freitas de Araújo Alves, Daniel Vecchio Alves https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2919 A dança na filosofia: uma análise a partir do pensamento de Nietzsche e da obra O lobo da estepe de Hermann Hesse 2022-04-05T13:22:58+00:00 Márcio J. S. Lima marciohistoriaefilosofia@gmail.com <p>O presente artigo busca analisar como o fenômeno da dança se apresenta na filosofia, sobretudo, a partir das reflexões do filósofo alemão F. Nietzsche. Para realçarmos nossas hipóteses recorreremos à obra literária <em>O Lobo da Estepe</em> do escritor alemão Hermann Hesse. Sabemos que a dança enquanto metáfora do pensamento é apresentada tanto ao longo da obra nietzschiana quanto no supracitado livro de Hermann Hesse. Assim sendo, nossa análise busca demonstrar como a dança envolve uma situação de <em>entrega</em> e <em>aceitação</em> da vida. Trata-se da dança como um pensamento de superação de si mesmo. Tal superação se dá no <em>instante</em>. O <em>instante </em>em que compreendemos a vida como um movimento em direção às suas infinitas possibilidades. Levando como base a investigação filosófica, nesse trabalho, iniciaremos apresentando o conceito de dança na filosofia de Nietzsche, em seguida exemplificaremos este conceito na obra de Hesse e, por fim, demonstraremos a relação entre dança, pensamento e afirmação da vida.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Márcio J. S. Lima https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2923 Mergulhos no Aqueronte: por uma universidade rizomática e menor 2022-04-07T19:03:29+00:00 Jose Rogerio Vitkowski jrvitkowski@gmail.com <p class="TEXTO" style="text-align: justify; line-height: normal;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Bodoni MT',serif;">Este texto resulta de pesquisa bibliográfica, de natureza filosófica, apoiada nos registros da filosofia da diferença e/ou multiplicidade desenvolvida pelos filósofos franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari. Nosso intento é situar como a filosofia, assim como a arte e a ciência, se definem pelo poder criador, ou pela exigência de criação de um novo pensamento, contraposto ao pensamento representacional e da recognição. Destacaremos a especificidade da atividade filosófica e sua tarefa primordial enquanto criação de conceitos e pontuaremos elementos de uma pedagogia do conceito. Por meio dela e de movimentos de territorialização e desterritorialização, realizamos um exercício de pensamento abordando questões referentes à universidade contemporânea, contrapondo duas imagens de conhecimento, a saber, a arbórea e a rizomática; propomos ainda o conceito de universidade menor como baluarte de resistência. </span></p> <p> </p> <p><a href="#_ednref1" name="_edn1"></a> </p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Jose Rogerio Vitkowski https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2930 O sofrimento e a questão de Deus: uma leitura de Lévinas em tempos de pandemia 2022-04-19T13:50:21+00:00 Fabiano Victor de Oliveira Campos fvocampos@hotmail.com Luiz Fernando Pires Dias l.ferna2805@gmail.com <p>O presente artigo tem como objetivo apresentar a compreensão do filósofo Emmanuel Lévinas no que concerne às questões do sofrimento e do mal no mundo, mazelas frequentemente consideradas como obstáculos à crença em Deus. O filósofo franco-lituano, fugindo da lógica das teodiceias, desenvolveu perspectivas instigantes e originais sobre esses temas, situando-os em um domínio eminentemente ético. Trata-se de uma ética que foge da reciprocidade, em um contexto de assimetria, com a concessão da prioridade absoluta ao outro homem. Tais reflexões são especialmente relevantes no dramático cenário estabelecido pela pandemia da Covid-19, de sofrimento, morte e incertezas diversas, inclusive no que diz respeito à narrativa de Deus. O novo coronavírus determinou uma crise de dimensões globais, que suscita a necessidade da instauração de um novo paradigma civilizacional, privilegiando princípios como a cooperação, a solidariedade humana e a responsabilidade ética para com o próximo, horizonte no qual as concepções de Lévinas estão inseridas.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Fabiano Victor de Oliveira Campos, Luiz Fernando Pires Dias https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2913 Insegurança e medo na vida urbana 2022-03-23T01:21:56+00:00 Sandro Luiz Bazzanella sandro@unc.br Sandra Bazzanella sandra.bazzanella@hotmail.com <p>O presente artigo visa oferecer apontamentos em relação à questão da insegurança e do medo na vida urbana. Condição constitutiva de muitas, se não todas, as sociedades contemporâneas, o medo e a insegurança no espaço urbano, ou ainda, no espaço público, são aqui analisados a partir de dois pensadores. O sociólogo Zygmunt Bauman está presente na medida em que considera o medo aspecto constituinte em duas dimensões da vida: na fragilidade e contingência humanas perante à natureza e na própria sociedade constituída por normas e regras. Já o filósofo Giorgio Agamben é aqui enfatizado em duas oportunidades. A primeira, ao apresentar a impossibilidade de experiências feitas pelos humanos no contexto das sociedades atuais. A segunda ao apontar as sociedades contemporâneas como seguindo o paradigma do campo de concentração. A partir destes dois autores, se constata a necessidade do resgate da experiência pública, da ressignificação da economia e da revaloração da economia-política.</p> 2022-06-19T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2022 Sandra Bazzanella, Sandro Luiz Bazzanella