Griot : Revista de Filosofia https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot <p>A&nbsp;<strong>Griot : Revista de Filosofia&nbsp;</strong>é um periódico quadrimestral do Curso de Filosofia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, câmpus de Amargosa/BA, Centro de Formação de Professores (CFP), cujo objetivo é&nbsp;divulgar pesquisas de doutorandos e doutores na área de filosofia e promover debates e discussões filosóficos de forma ampla, independentemente da linha e filiação filosóficas dos autores.&nbsp;</p> <p><strong>Ano de criação</strong>: 2009 | <strong>Área de publicação:</strong> Filosofia |&nbsp;<strong>e-ISSN:</strong> 2178-1036 |&nbsp;<strong>Qualis:</strong> B1</p> pt-BR <p>Os autores que publicam na&nbsp;<strong>Griot : Revista de Filosofia</strong>&nbsp;mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution 4.0 International License,</a>&nbsp; permitindo compartilhamento e adaptação,&nbsp;&nbsp;mesmo para fins comerciais, com o devido reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.&nbsp;<a id="cell-25-path-details-button-5b1d7fbd47b43" class="pkp_controllers_linkAction pkp_linkaction_details pkp_linkaction_icon_" title="Ver item" href="https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/35/_0">Leia mais...</a></p> griotrevista@gmail.com (Griot : Revista de Filosofia) griotrevista@gmail.com (César Velame) Sun, 27 Feb 2022 22:04:32 +0000 OJS 3.3.0.10 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Bem egológico e bem comum: entre antigos e helênicos https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2567 <p>O artigo que se apresenta tem por objeto central ser um atravessamento entre as noções de bem comum e bem individual. Assim, pretendeu-se desenvolver a explicação do percurso histórico-filosófico, de onde se deu a passagem e interposição entre as concepções éticas de bem comum e bem individual; no que diz respeito, do mesmo modo, à passagem entre a antiguidade grega e o mundo helênico. Por conseguinte, o presente escrito tratar-se-á da apresentação de um panorama geral de transposição teórica e de concepção política, quando na emergência do desenho arquitetado por certos filósofos que se mostram fundamentais à questão política antiga e helênica. A saber: Platão, Aristóteles, Epicuro, Zenão de Cítio e Pirro. Pensadores fundadores do entendimento sobre o que seja a política, de modo atemporal; sendo, por este motivo, eles mesmos a <em>arche</em> e ponto de partida de qualquer investigação sobre o é determinado enquanto <em>ethos</em> humano, inserido nesta perspectiva nascente e corrente que denominamos de busca por um bem egológico.</p> <p class="s4"> </p> Ana Rosa Luz Copyright (c) 2022 Ana Rosa Luz http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2567 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 A filosofia e seus outros: entusiasmo e fanatismo nos séculos 17 e 18 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2559 <p>As noções de entusiasmo e fanatismo, por sobre estarem associadas ao fenômeno concreto do fervor religioso à época da Reforma, foram também, ao longo dos séculos 17 e 18, o objeto de uma literatura que construiu uma imagem específica dos assim chamados <em>entusiastas</em>, fossem eles os puritanos ingleses, os profetas huguenotes ou os convulsionários jansenistas. Ao construir essa imagem, a literatura – filosófica, médica ou satírica – produziu ao mesmo tempo a imagem especular de si mesma, ora como pura alteridade em relação ao fanático, ora relativizando essa oposição. Nosso percurso parte de algumas dessas formulações na Inglaterra do início do século 17 para, em seguida, se deter com mais demora nas elaborações de Swift e Diderot acerca do fanatismo e do entusiasmo, de início a meados do século XVIII, mostrando que a própria filosofia, frequentemente entendida como o avesso do fanatismo ou da loucura, pode também converter-se em seu outro quando cede ao entusiasmo.</p> Felipe Cordova Copyright (c) 2022 Felipe Cordova http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2559 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Filosofía y verdad en la obra de Richard Rorty https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2476 <p>En este texto se propone una lectura de la filosofía de Richard Rorty a partir de la distinción entre filosofía sistemática y filosofía edificante, proponiendo esta distinción como clave de lectura de su neo-pragmatismo y de su propuesta político-ética de los años 90, cuya consecuencia principal será su concepción de democracia liberal, de ciudadano irónico y de cultura post-filosófica</p> Rosa MArtínez González Copyright (c) 2022 Rosa MArtínez González http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2476 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Os dois lados do limite da crítica: por que o númeno faz parte da analítica? https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2556 <p>A partir da preocupação sistemática com as divisões da <em>CRP</em>, abordamos o terceiro capítulo da Analítica dos Princípios, incluindo também suas teses sobre a transgressão da razão e sobre o “alargamento negativo”. Nossa proposta é mostrar a especificidade do conceito de númeno frente às outras categorias do entendimento, sem perder de vista sua pertinência dentro da Analítica Transcendental. A peculiaridade desse conceito expressa de maneira privilegiada a relação da crítica com os limites do conhecimento, uma vez que númeno é uma representação posta fora da possibilidade da intuição, mas que é exposta por análise do conhecimento – e não por inferência, como seria o caso das ideias da razão. Propomos, portanto, lançar luz sobre os argumentos que, por um lado, limitam o conhecimento e, por outro, permitem ao pensamento uma via para prosseguir além da experiência. Desse modo, a posição do crítico, que na atividade de análise se desprende de interesses específicos em prol de uma investigação imparcial, consegue abarcar o dentro e o fora da delimitação conhecimento.</p> Paulo Santana Júnior Borges Copyright (c) 2022 Paulo Santana Júnior Borges http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2556 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Necessidade, evolução e liberdade na filosofia jônico-epicurista https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2540 <p>O artigo parte do princípio de que os filósofos chamados “pré-socráticos” devem ser conhecidos pela análise de seus fragmentos e por uma análise crítica dos testemunhos que sobre eles nos chegaram. A leitura aristotélica prevaleceu, porém hoje temos condições de entender a filosofia jônica em sua particularidade, cada um dos filósofos e o que é comum a eles. Abordamos esses filósofos em seu conjunto como membros de uma tradição histórica, pois isto sem dúvida nos parece incontornável para a sua adequada compreensão, e nos ativemos às noções fundamentais de necessidade, evolução e liberdade, uma espécie de espinha dorsal do pensamento de Anaximandro ao de Lucrécio. Especialmente em contraste com a ideia de finalidade (basilar para Aristóteles, mas também para Platão), consideramos que os jônicos seguiram o caminho oposto ao aristotélico e que os epicuristas são seus principais herdeiros, daí a expressão “filosofia jônico-epicurista”, por nós cunhada para se referir ao que acreditamos ter sido uma longa e legítima tradição filosófica.</p> Rafael Estrela Canto Copyright (c) 2022 Rafael Estrela Canto http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2540 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Transhumanismo e Inteligencia Artificial: el problema de un límite ontológico https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2539 <p>Se discute el problema del límite ontológico de la Inteligencia Artificial y del transhumanismo en contrastación con la ontología del <em>Homo sapiens</em>. Más allá de la llamada integración exógena o endógena (con sus prototipos respectivos, el androide y el ciborg), el escenario de una singularidad tecnológica parece materializarse en entidades que sintetizan biología y tecnología, por ejemplo, mediante una descarga o transbiomorfosis que traduzca las redes neuronales de nuestra mente a la memoria de un ordenador. Se trata de una hibridez que nos avisa sobre el advenimiento de nuevas especies que podrían dejar atrás al <em>Homo sapiens</em>. Si la síntesis ser humano/máquina es el límite deseado por el programa transhumanista, dicho límite parece haber cruzado, a su vez, el propio límite ontológico de lo humano, sobre el que hasta ahora se habían puesto más o menos de acuerdo –cada una presentando sus propias cartas- la ciencia, la filosofía y la religión.</p> Leopoldo Tillería Aqueveque Copyright (c) 2022 Leopoldo Tillería Aqueveque http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2539 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Kojève, Lacan e a Formação do eu https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2552 <p>Tomando como base interpretativa a <em>Fenomenologia do espírito,</em> de Hegel, Alexandre Kojève empreende uma teoria da “antropogênese” que aloca a constituição da consciência de si num campo marcadamente histórico e social, centrada notadamente na “dialética do senhor e do escravo”. Mais do que isso, esta emerge numa esfera tomada pela conflitualidade própria ao operador central da socialização, o desejo, que é sempre, em último caso, desejo de reconhecimento. Atento a esta leitura, na senda do desenvolvimento de sua teoria do imaginário, Lacan lançava-se no encalço da necessidade de realocar certos pontos da teoria freudiana da constituição do Eu, visando contornar o suposto “biologismo” de Freud (presente, sobretudo, em sua teoria da “pulsão de morte”) ao destacar a dependência fundamental da instância do outro no processo de “hominização”, no qual a “agressividade” ocupa um papel inerente. Se os projetos de Kojève e Lacan apresentam inegáveis convergências, cumpre, no entanto, melhor compreendê-las, bem como estabelecer a singularidade de seus distanciamentos, inflexões e objetivos.</p> Anderson Aparecido Lima da Silva Copyright (c) 2022 Anderson Aparecido Lima da Silva http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2552 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Entre o lembrar e o esquecer: reflexões sobre a memória e o esquecimento a partir de Nietzsche e Bergson https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2762 <p>Esse trabalho tem como objetivo pôr em evidência o jogo contínuo e a relação paradoxal que se estabelece entre a memória e o esquecimento a partir das contribuições de Friedrich Nietzsche e Henri Bergson. Seguiremos a hipótese de que a origem da memória e da consciência em Nietzsche em muito se aproxima daquela feita por Bergson em <em>Matéria e Memória</em>. Tentarei expor como a memória em Bergson surge no intervalo entra a ação e a reação, no momento em que o homem hesita, organiza e seleciona o movimento novo. O mesmo movimento de hesitação acontece em Nietzsche, quando o homem abandona o reino “animalesco” do instante e passa a calcular e planejar os seus atos. Nesse interim em que o homem adquire a capacidade memorativa e se distancia dos animais instintivos, o esquecimento passa a ter uma importância vital, segundo Nietzsche, visto que um excesso de memória pode ressentir e entristecer o corpo. Já em Bergson, o mecanismo cerebral - um órgão de atenção à vida - também ocupa um lugar de destaque, a partir do momento em que afasta temporariamente a totalidade das lembranças (não úteis), e permite que apenas algumas delas se tornem conscientes (as úteis). Para tanto, observaremos que o que está por trás desse jogo infinito entre a memória e o esquecimento é a manutenção de um corpo saudável que não se perca nos excessos - de lembrar demais ou esquecer de tudo. Um corpo que saiba lembrar, mas também esquecer para conseguir viver.</p> Ludymylla Lucena Copyright (c) 2022 Ludymylla Lucena http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2762 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 "É para o seu próprio bem": a dimensão ética das ferramentas de detecção de risco de suicídio e da intervenção paternalista https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2774 <p>O impedimento de indivíduos acometidos por enfermidade psíquica em risco de suicídio é bem justificado. Mas o impedimento do suicida racional é complicado pelo conflito entre defendermos a vida e defendermos a autonomia, como ilustrado pelas diversas abordagens filosóficas quanto à dimensão ética do suicídio. Argumentaremos que a intervenção paternalista sobre o indivíduo autônomo, desde que de natureza pontual e escopo limitado, é também justificada. Para tanto iremos nos valer da distinção entre autonomia superficial (<em>shallow</em>) e profunda (<em>deep</em>), bem como de fatores complicadores oriundos de literatura médica recente: a questão da ambivalência e o <em>cry for help model</em>. Dedicaremos especial atenção também às implicações éticas de novas estratégias de detecção de risco que utilizam inteligência artificial aplicada a bases de dados de redes sociais como o Facebook. Embora os dados preliminares sugiram ser ferramentas eficazes, a falta de transparência, regulamentação e consentimento coloca em risco liberdades e direitos civis. </p> Alexander Maar Copyright (c) 2022 Alexander Maar http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2774 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 O “super-homem” nietzschiano e o “super-humano” transumanista https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2756 <p>Friedrich Nietzsche (1844-1900), aquele que procurou compreender com demasiada profundidade uma tensão interna do sentimento humano, foi o que propôs o “super-homem” como proposta para a superação do homem a partir de uma força oriunda do próprio indivíduo por se encontrar nele mesmo, a fim de transvalorar as dicotomias, erros e preconceitos que negavam a existência em prol da afirmação da mesma. Mais tarde, a proposta de superar o homem, entre outros e sob certo aspecto (anunciada por Nietzsche na segunda metade do século XIX), retorna, só que não mais a partir da ideia de uma força oriunda do próprio indivíduo, mas do aprimoramento deste por meio de aparatos tecnológicos, prometendo fazer do homem um “super-humano”. O presente trabalho pretende apresentar duas propostas para a superação do homem com as suas nuances particulares, passando pela filosofia de Friedrich Nietzsche e do movimento cultural denominado transumanismo. Para tanto, buscar-se-á mostrar que uma das propostas parte da ideia de que o homem deve ser superado, devido a sua decadência refletida na negação do mundo e da vontade dos instintos; a outra parte da ideia de que o homem não é o estágio final da evolução humana, devendo ser superado a partir de aparatos tecnológicos que contribuirão para o aumento das suas capacidades.</p> Tiago Xavier Copyright (c) 2022 Tiago Xavier http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2756 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Desontologização do sujeito generificado e a metafísica da substância: diálogos de Butler com Nietzsche https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2566 <p>O artigo discute como a teoria de gênero de Judith Butler, principalmente a partir do que a autora denominou de metafísica da substância, opera uma desontologização das experiências de sexo-gênero. Para isso, expõe-se como Butler opera a desontologização do sujeito generificado, através de sua crítica feminista acerca da ideia de sujeito concebida a partir do marco da diferença sexual. Posteriormente, dedica-se ao que Butler denominou de “metafísica da substância”, vista como o que sustenta, no marco do sistema de sexo-gênero binário, a ideia de diferença natural dos corpos, momento no qual a autora recorre à genealogia da moral realizada por Nietzsche para justificar sua genealogia do gênero e dos corpos, vislumbrando esses como indissociáveis, razão pela qual conclui que, à maneira do gênero, a produção dos corpos ocorre de forma performativa através de recitações contextualizadas que estabelecem os marcos de inteligibilidade humana, os quais são, por isso, passíveis de transformação.</p> André Luiz dos Santos Paiva Copyright (c) 2022 André Luiz dos Santos Paiva http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2566 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 A psicologia experimenterende de Kierkegaard como resposta à psychologia empirica e à experimentelle psychologie https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2605 <p>A pergunta sobre o objeto, o método e a natureza da Psicologia, a partir do século XVIII, recebeu três propostas: (i) a primeira, apresentada por Christian Wolff, apelava para a conciliação de uma <em>Psychologia Rationalis </em>com uma <em>Psychologia Empirica</em> baseada nas etapas da <em>Experimentalphysik </em>e no Princípio da Razão Suficiente; a segunda, propôs uma virada para a Fisiologia, tornando-se responsável pelo recrudescimento da Psicologia como Ciência independente da Filosofia; a terceira, fundada em uma espécie de estetização da experimentação psicológica, oferece uma abordagem existencial dos fenômenos mentais. Arguiremos que o projeto de Søren Kierkegaard (1813-1855) esboçou um método que levou a diante esta última proposta recorrendo, ao mesmo tempo, a uma versão muito própria de Psicologia Experimental e opondo-se decisivamente à virada para a Fisiologia, Kierkegaard teria situado seu projeto entre a derrocada da <em>Psychologia Empirica </em>de Wolff e a ascendente <em>Experimentelle Psychologie </em>baseada na Fisiologia.</p> Natalia Mendes Teixeira Copyright (c) 2022 Natalia Mendes Teixeira http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2605 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 A desordem do amor-próprio segundo o pensamento de Louis Lavelle https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2753 <p>O presente artigo tem como tema principal a desordem do amor-próprio, conforme o pensamento de Louis Lavelle. Para esse filósofo, o amor-próprio é algo que não só macula a consciência do homem como também as suas relações com os outros. No egoísta há um processo de perca da consciência, visto que a ideia ou a imagem que tem de si é injusta à realidade, é sempre exagerada. Essa falsa imagem de si, por ser infundada, impede que sua consciência seja perfeita, impossibilitando, assim, um dos princípios básicos do filósofo: o conhecer-se a si mesmo. O artigo faz uma problematização do amor-próprio, apoiado na noção de sinceridade para consigo mesmo. Essa sinceridade, só é possível quando há o desapego das fantasias, ou seja, o desapego à vaidade. A reflexão realizada neste artigo se orientou pela leitura, análise e interpretação de textos de Lavelle, tais como, <em>O erro de Narciso</em>, <em>Conduite à l’égard d’autrui</em>, <em>Traité des valeurs</em>, <em>De l’Acte</em>.</p> José Aparecido Pereira, Harlon Luan dos Santos Copyright (c) 2022 José Aparecido Pereira, Harlon Luan dos Santos http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2753 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Quando devemos silenciar outras pessoas: a dimensão positiva do silenciamento epistêmico https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2619 <p>Neste artigo, analisamos a dimensão positiva dos silenciamentos para as práticas epistêmicas. Uma vez que: (a) o silenciamento refere-se a um impedimento comunicativo; e (b) ao menos parte de nossa agência epistêmica depende desta capacidade para que nos expressemos e nos façamos entender, caberia concluir que (c) os silenciamentos, necessariamente, prejudicam as nossas interações epistêmicas. Contudo, Barrett Emerick (2019) nos lembra que, em certos casos, o silenciamento ajuda a preservar a integridade e dignidade daqueles que têm sua agência epistêmica violada. Baseados neste insight inicial, elencamos três premissas que culminaram na justificativa para silenciarmos outras pessoas: (1) silêncios epistêmicos decorrem de processos sócio-históricos e das relações de poder que os permeiam; (2) os limites das agências epistêmicas são estabelecidos por meio de normas e convenções sociais que afetam de diferentes maneiras as identidades; e, (3) a dignidade da pessoa humana deve ser o critério para estabelecer os limites entre o que deve ou não ser dito. Considerando que para agirmos da maneira correta não precisamos apenas de justificativas, mas também saber o momento adequado de agir, defendemos que a concepção aristotélica de virtude da sensatez (<em>phronesis</em>) fará com que saibamos quando devemos silenciar outras pessoas.</p> Rodrigo Gottschalk Sukerman Barreto Copyright (c) 2022 Rodrigo Gottschalk Sukerman Barreto http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2619 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Incerteza quântica e dilaceramento do espírito: reflexões hegelianas sobre a ciência contemporânea https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2754 <p class="Standard" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"><span style="font-size: 10.0pt; font-family: 'Bodoni MT',serif;">Desde a formulação do princípio de incerteza, a pesquisa em física quântica suscitou um dilema filosófico basicamente centrado na oposição entre “realistas”, favoráveis aos pressupostos de uma objetividade forte, e “idealistas”, inclinados aos fundamentos de uma objetividade fraca. A hipótese central deste artigo, é que esse dualismo, assim como o problema clássico do solipsismo da consciência, pode ser devidamente compreendido como etapa do desenvolvimento da autoconsciência do espírito, nos moldes conceituais da filosofia de Hegel.</span></p> Sinésio Ferraz Bueno Copyright (c) 2022 Sinésio Ferraz Bueno http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2754 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Republicanismo e liberalismo: um possível consenso em torno de uma ideia de virtude cívica https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2648 <p>Atualmente, o republicanismo é acusado de pensar a virtude cívica como ligada a um ideal da vida boa e, portanto, impossível de ser concretizado em sociedades modernas, plurais e neutras. Por outro lado, o liberalismo é acusado de basear sua argumentação no ideal da autonomia do indivíduo, levando à fragmentação política. Diante desse embate, pretendemos apresentar a virtude cívica republicana como uma das virtudes políticas exigidas pelo liberalismo político. A adequada fundamentação dessa hipótese permitirá dar sentido às recentes propostas de um republicanismo liberal como resposta a alguns dos problemas atuais das democracias liberais.</p> Edson kretle Santos, Ricardo Corrêa de Araújo Copyright (c) 2022 Edson kretle Santos, Ricardo Corrêa de Araújo http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2648 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Notas sobre o misticismo racional de Erwin Schrödinger https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2757 <p>Frequentemente referido como um dos “pais da mecânica quântica”, o pensamento de Erwin Schrödinger foi popularizado pelas suas contribuições na física contemporânea. No entanto, tal pensador contribuiu para a discussão acerca dos limites do pensamento filosófico e da fundamentação última da realidade, principalmente nos seus escritos tardios. O presente artigo aborda tais discussões, tendo como fio condutor a noção schrödingeriana de ‘consciência’ e as implicações éticas de tal concepção.</p> Raoni Wohnrath Arroyo, William Davidans Sversutti Copyright (c) 2022 Raoni Wohnrath Arroyo, William Davidans Sversutti http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2757 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 As três fases do problema da demarcação https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2704 <p class="Textbody" style="text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"><span style="font-size: 9.5pt; font-family: 'Bodoni MT',serif; color: black;">Este artigo busca alcançar dois objetivos. Primeiro, apresentar uma análise panorâmica das três principais concepções contemporâneas sobre o problema da demarcação. Tradicionalmente, o problema da demarcação pretendeu delimitar conceitualmente as fronteiras entre “ciência”, “não-ciência” e/ou “pseudociência” via critérios e definições de ciência ou de cientificidade. Tal problemática – principalmente no século XX, mas não só – fez-se presente como um dos grandes desafios intelectuais da filosofia da ciência e em áreas afins.<span style="background: white;"> Com efeito</span>, nossa análise produziu uma divisão que recorta três fases principais, a saber, perspectivas <em>otimistas</em>, <em>pessimistas</em> e, por assim dizer, perspectivas <em>híbridas</em>. À luz desse contexto, e a fim de apoiar a arquitetura geral do artigo, selecionamos dois autores de cada uma dessas fases para uma análise esquemática. Segundo, buscamos, ao final, argumentar que o problema da demarcação é melhor compreendido e respondido se caracterizado como mais do que um problema exclusivamente metodológico e epistemológico, isto é, nessa acepção ele seria também um problema valorativo com contornos políticos, sociais e, portanto, prático. Chamamos isso de: <em>dimensão dual do problema da demarcação</em>. Ademais, destacamos que nossa ênfase nesta interpretação está de acordo, essencialmente, ao que defende a terceira abordagem analisada neste trabalho. Ao final, defendemos que a terceira concepção aqui esboçada é uma alternativa comparativamente melhor do que as demais.</span></p> Robson Carvalho Copyright (c) 2022 Robson Carvalho http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2704 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Dilectio, resignação e injustiça: possibilidade de interpretar o amor como resignação e conformação com a injustiça, à luz de Santo Agostinho https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2622 <p>No “Comentário da primeira Epístola de São João”, em específico fragmento do texto em que o foco é a controvérsia donatista, Agostinho afirma que a despeito do fato de que o amor é norma incontornável à verdadeira vida cristã, no caso de testemunhar uma ação injusta, o cristão não pode aceitar passivamente a tal ato. Todavia, nesse mesmo texto, em outro contexto, é defendida uma espécie de resignação como prova de que o cristão de fato está vivendo uma prática cristã eivada pelo amor de Deus. Na <em>De civitate Dei</em> Livro XIX, no “Sobre os costumes da igreja católica e dos maniqueus”, e em outras obras, o mesmo paradoxo persiste: se por um lado o filósofo cristão reconhece que mesmo vivendo em intensa dor e sofrimento é possível se conformar e encontrar a paz, uma paz possível ante a situação, por outro lado, defende que não é justo um homem se submeter a outro visto que somos ontologicamente iguais, logo, aparentemente não incentivando a eupatia nessa injusta situação. Assim, é nossa meta nessa comunicação: investigar como podemos compreender a relação do amor com a resignação, e se ambos os conceitos podem ser aplicados às situações de flagrante injustiça vividas ou testemunhadas.</p> Ricardo Evangelista Brandão Copyright (c) 2022 Ricardo Evangelista Brandão http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2622 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Aproximações entre a estética kantiana e o poema de sete faces de Carlos Drummond de Andrade https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2766 <p>Este artigo visa abordar a relação entre poesia e o pensamento filosófico através da aproximação entre a estética kantiana e a obra de Carlos Drummond de Andrade. Faz uma apresentação da obra do poeta nas quatro fases de seu desenvolvimento. Expõe brevemente a concepção estética de Kant destacando sua classificação das artes, seu conceito de belas artes e o lugar privilegiado que o filósofo dá à arte poética. Empreende uma aproximação das belas artes e da poesia com o Poema de Sete Faces de Drummond.</p> Luciano da Silva Façanha, Nildo Francisco da Silva, Zilmara de Jesus Viana de Carvalho Copyright (c) 2022 Luciano da Silva Façanha, Nildo Francisco da Silva, Zilmara de Jesus Viana de Carvalho http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2766 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Temporalidade em Husserl https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2765 <p>O objetivo deste artigo é apresentar, na perspectiva de Edmund Husserl, os conceitos de consciência, de subjetividade e de tempo. Para o desenvolvimento desse intento são utilizados, principalmente, os seguintes textos originais husserlianos: <em>Investigações Lógicas, Lições para uma Fenomenologia da Consciência Interna do Tempo </em>e<em> Meditações Cartesianas</em>. Neste texto, é apresentado, inicialmente, o conceito de consciência como unidade real-fenomenológica das vivências do eu, como autoconsciência e como vivência intencional. A subjetividade é abordada a partir dos conceitos de eu empírico e de eu puro. Já o tempo é exposto sob o viés fenomenológico. Por fim, no último item, é abordada a relação intrínseca estabelecida entre os conceitos de tempo e de subjetividade, sendo evidenciado, assim, o conceito de fluxo absoluto de vivências, que é ausente de tempo, que é o absoluto último e verdadeiro. Paradoxalmente, é demonstrado que é no próprio fluxo que a temporalidade se origina, sendo na temporalidade, por intermédio das vivências, que a vida subjetiva se efetiva e se consolida. Ou seja, é explicitado que o tempo é o catalisador do desenvolvimento da subjetividade por intermédio das vivências temporais e que é nessa relação autogênica essencial que são criadas as condições para o desenrolar da vida em unidade, cujo processo é caracterizado pela abertura ao tempo, um fluir na perpetuidade viva do presente.</p> Everaldo Cescon Copyright (c) 2022 Everaldo Cescon http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2765 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Problematização filantropa da ação ecológica https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2818 <p>O presente artigo problematiza a dualidade existente entre os termos Terra e mundo sob o contexto da crise climática do século XXI. Nele são propostos, a partir da desconstrução de valores antropocêntricos e ecocêntricos, uma análise do paradigma filantropo/sustentável, como modo de compreender interdisciplinaridade da coexistência entre o Homem e a Natureza. Para isso, são demonstrados alguns desequilíbrios hierárquicos presentes na concessão da cultura ocidental proposta por Samuel Huntington, no imaginário ecológico das comunidades indígenas defendidas por Zoe Todd e no impacto ambiental da sociedade de consumo pela perspetiva de Patrick Curry, Richard Sylvan e David Bennett. Como resultado, é demonstrada a importância da compreensão de um equilíbrio entre o consumo e a produção, responsabilizando o antropocentrismo elitista das comunidades ocidentais como causa e solução da problemática ecológica, transversalmente ilustrada a partir do mercado e mundo da arte sob a conceção de inutilidade prática da sua existência e dado a sua contribuição para um problema de superprodução.</p> Ana Ribeiro, Teresa Almeida Copyright (c) 2022 Ana Ribeiro, Teresa Almeida http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2818 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000 Bioética e eugenia: pressupostos biopolíticos da manipulação genética https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2653 <p>A partir da hipótese de que seres humanos modificados terão projetos de vida bem sucedidos, reflete-se quais seriam os pressupostos biopolíticos da manipulação genética na sociedade moderna. Considerando as teorias apresentadas por Michel Foucault (2005), Jürgen Habermas (2010), Michael J. Sandel (2013), Hans Jonas (2006) e Achille Mbembe (2014), identifica-se uma africanização genética da população menos favorecida economicamente. Neste cenário, conceitos de classe e raça se confundem e ampliam o preconceito social. Diante das novas tecnologias de engenharia genética, a manipulação gênica se apresentam como uma nova face do biopoder, uma vez que a ciência, agora, tem o poder de dar vida a partir da seleção de características consideradas superiores. Sustenta-se que a crítica em torno do processo de manipulação genética é necessária, pois abre a possibilidade de se debater acerca do reconhecimento mútuo como condição de vida, acima da identificação de raça ou classe, localização geográfica ou das demais características dos indivíduos que compõem a sociedade.</p> Luis Fernando Biasoli, André Brayner de Farias, Eduardo Borile Júnior Copyright (c) 2022 Luis Fernando Biasoli, André Brayner de Farias, Eduardo Borile Júnior http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/2653 Sun, 27 Feb 2022 00:00:00 +0000