Griot : Revista de Filosofia https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot <p>A&nbsp;<strong>Griot : Revista de Filosofia&nbsp;</strong>é um periódico quadrimestral do Curso de Filosofia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, câmpus de Amargosa/BA, Centro de Formação de Professores (CFP), cujo objetivo é&nbsp;divulgar pesquisas de doutorandos e doutores na área de filosofia e promover debates e discussões filosóficos de forma ampla, independentemente da linha e filiação filosóficas dos autores.&nbsp;</p> <p><strong>Ano de criação</strong>: 2009 | <strong>Área de publicação:</strong> Filosofia |&nbsp;<strong>e-ISSN:</strong> 2178-1036 |&nbsp;<strong>Qualis:</strong> B1</p> pt-BR <p>Os autores que publicam na&nbsp;<strong>Griot : Revista de Filosofia</strong>&nbsp;mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a&nbsp;<a href="http://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Creative Commons Attribution 4.0 International License,</a>&nbsp; permitindo compartilhamento e adaptação,&nbsp;&nbsp;mesmo para fins comerciais, com o devido reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.&nbsp;<a id="cell-25-path-details-button-5b1d7fbd47b43" class="pkp_controllers_linkAction pkp_linkaction_details pkp_linkaction_icon_" title="Ver item" href="https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/35/_0">Leia mais...</a></p> griotrevista@gmail.com (Griot : Revista de Filosofia) griotrevista@gmail.com (César Velame) Thu, 13 Jun 2019 17:13:59 +0000 OJS 3.1.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Liberdade, criação e finitude em Sartre: da qualidade singular à generosidade https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1160 <p>O objetivo deste artigo é apresentar a noção de criação no pensamento de Sartre. Tal noção não é predominante nos primeiros textos. Procuramos demostrar seu lugar no pensamento do filósofo. Primeiramente recorremos ao texto dos <em>Cahiers pour une morale </em>onde tal noção ocupa um lugar fundamental. Em seguida, mostramos como tal análise é retomada sobretudo na <em>Critique de la Raison Dialectique. </em>Tal análise explicitará o teor da criação como processo de singularização, de modo que o <em>ser </em>do indivíduo ou sua liberdade seja tomada enquanto uma <em>qualidade singular, </em>ou ainda, como sentido do ser enquanto finitude. Por fim, que essa configuração alude às relações segundo sua <em>doação </em>e <em>generosidade </em>enquanto existência <em>no </em>mundo.</p> Marcelo Prates ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1160 Thu, 13 Jun 2019 16:00:23 +0000 A maquinação a partir do abandono e do esquecimento do ser em Heidegger https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1147 <p>O presente artigo tem como propósito discutir sobre as origens e os desdobramentos da maquinação (<em>Machenschaft</em>) na história do pensamento ocidental. Para tanto, fazemos uma leitura ontológica-fenomenológica da questão da técnica a partir das meditações de Heidegger, sobretudo na obra <em>Contribuições à Filosofia </em>(<em>Do Acontecimento Apropriador</em>), publicada em 1989. As reflexões aqui presentes pensam a maquinação como uma disposição que, em sua gênese, revela-se como um acontecimento além da força e da vontade do homem, destacando o abandono e o esquecimento do ser como eventos fundantes da história. Buscamos evidenciar o verdadeiro sentido da condição histórica dos entes no contexto contemporâneo ao demonstrarmos como o ocultamento e a ausência do ser representam o fundo originário da existência. Assim, o ponto fundamental deste texto é a indicação de que o vigor da ausência essencial pode possuir robustez mais profunda do que a presença de qualquer ente.</p> Rodrigo Amorim Castelo Branco ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1147 Thu, 13 Jun 2019 16:02:36 +0000 A fala e a escrita na concepção de linguagem de Rousseau https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/987 <p>A história da linguagem adquire ao longo do <em>Ensaio sobre a origem das línguas </em>o andamento de uma queda acelerada na corrupção. Há uma língua primitiva que se degenera e se altera: um processo de formação e uma deformação. À medida que Rousseau identifica em suas reflexões – seja na origem seja na estrutura – música e linguagem, a perda de força expressiva que se verifica nas línguas acomete também a música e estas duas corrupções caminham juntas, de modo que ambas se afastam da língua musicada ou da palavra cantada do início. A corrupção da música e das línguas corresponde ao apagamento de sua potência expressiva e refere-se a uma autonomização da harmonia artificial, ao aumento das consoantes, das articulações, da racionalidade, da prática da escrita, bem como ao desenvolvimento histórico, político, econômico e social. Todos estes processos devem ser levados em consideração numa análise sobre as línguas e a linguagem. Todavia, é possível isolar metodologicamente cada um deles. Dito isto, propomos neste artigo investigar o papel da escrita no processo de corrupção e degeneração das línguas.</p> Mauro Dela Bandera Arco Júnior ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/987 Thu, 13 Jun 2019 16:04:19 +0000 Marx, Engels e o movimento dos trabalhadores nos EUA: um contributo para a compreensão da conceção materialista da história https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1148 <p>No presente artigo procuramos recuperar a reflexão de Karl Marx e Friedrich Engels acerca do movimento dos trabalhadores estado-unidense do seu tempo, sobretudo no que ao papel dos socialistas dirá respeito. É nosso entendimento que esta reflexão contribui, apesar de pouco explorada, para a compreensão da conceção de ambos – a conceção materialista da história –, não porque tenha contribuído para a sua elaboração mais acabada, mas por via do exercício que os autores fizeram desta quando analisaram o que se passava do outro lado do Atlântico. A reflexão destes dois autores pode ainda ser, além de questões meramente teóricas, bastante atual – daí o enfoque nas questões de estratégia político-partidária –, pois que os partidos que se reclamam da classe trabalhadora hoje são, apesar de tudo, bem mais do que na segunda metade do século XIX, mas, por outro lado, bem menos expressivos do que na segunda metade do século XX. Trata-se, em rigor, de um de vários contributos particulares da conceção dos dois autores alemães.</p> Paulo Fernando Rocha Antunes ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1148 Thu, 13 Jun 2019 16:07:00 +0000 Evans sobre Scheingedanke https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1141 <p>Gareth Evans propôs, em <em>The Varieties of Reference</em>, uma teoria de proposições singulares que incorporava tanto as especulações de Frege a respeito do sentido (<em>Sinn</em>) quanto a estrutura proposicional dependente-do-objeto de Russell. Para isso, defendeu que proposições que contém termos singulares vazios, ou seja, cujo indivíduos denotados são inexistentes, não expressam pensamentos deste tipo. Nesta situação, alguém que enuncie uma sentença que contém termos singulares vazios só pode expressar pensamentos aparentes (<em>Scheingedanke</em>). A interpretação de Evans foi criticada por trabalhos de filósofos como Bell (1990), Geirsson (2002) e Sainsbury (2002). Neste artigo retomarei esse debate para reavaliar as objeções ao argumento de Evans sobre o conceito de <em>Scheingedanke</em>. Defenderei que essas críticas, ainda que fundamentadas em uma leitura cuidadosa de Frege, são insuficientes para desqualificar a tese de Evans. Pelo contrário, sugiro que seu projeto seria melhor apreciado em um âmbito epistêmico, não puramente exegético. Essa me parece ser uma abordagem mais próxima das intenções do autor ao elaborar sua teoria sobre pensamento singular.</p> José Renato Salatiel ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1141 Thu, 13 Jun 2019 16:11:28 +0000 Da modernidade em Luc Ferry à pós-modernidade de Vattimo: as diferentes concepções de niilismo https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1163 <p>O referido trabalho pretende estabelecer uma interpretação acerca da modernidade e da passagem dessa à pós-modernidade a partir da filosofia de dois autores contemporâneos, a saber, o filósofo francês Luc Ferry e o filósofo italiano Gianni Vattimo. Notar-se-á que entre os autores, apesar de alguns poucos pontos em comum, prevalece divergência de pontos de vista e de compreensão dos acontecimentos históricos, políticos e sociais que marcaram a sociedade moderna e, posteriormente, a pós-modernidade. A chave de leitura será o conceito de niilismo, que em Ferry ganha uma conotação de força e de manutenção de verdades fortes, o que caracteriza, segundo ele, a modernidade; enquanto que, em Vattimo esse niilismo é o enfraquecimento dessas estruturas modernas e a garantia da pós-modernidade enquanto um momento de superação das verdades metafísicas. Diante desse cenário, analisaremos os limites da proposta de Ferry que se apega a uma crítica do niilismo realizada por Nietzsche, desconsiderando, contudo, a afirmação que o anunciador da morte de Deus faz de um niilismo ativo.</p> Douglas Willian Ferreira ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1163 Thu, 13 Jun 2019 16:13:11 +0000 Princípio de prazer e efeito subjetivo da lei moral em Kant e Freud https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1166 <p>Após consolidar o fundamento objetivo da lei moral na razão pura prática, Immanuel Kant investiga o fundamento subjetivo e introduz o sentimento. De produto da razão, a lei moral será examinada como efeito sobre o ânimo, numa dialética de desprazer e prazer, da qual surge o sentimento moral. O presente artigo visa problematizar este aspecto da ética do filósofo à luz da <em>Crítica da faculdade do juízo</em> e dos conceitos princípio do prazer e princípio da realidade de Sigmund Freud. Ao colocar em questão a relação entre sentimento de prazer e moral nos dois pensadores, indaga se no filósofo não estaria em questão a descoberta da realidade interna da heteronomia.</p> Reginaldo Oliveira Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1166 Thu, 13 Jun 2019 16:14:42 +0000 A noção de opinião falsa à luz de uma interpretação do não-ser: um problema entre o Teeteto e o Sofista de Platão https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1159 <p>Embora o <em>Teeteto</em> nos coloque num cenário interpretativo completamente à parte da teoria das Formas, não nos é permitido admitir seu total esquecimento. Conceitos como ‘racionalidade’ contraposto à percepção sensível, e a ‘imprescindibilidade do logos’ enquanto discurso que perfaz o conhecimento verdadeiro, são extremamente caros ao <em>Teeteto</em>. Desconsiderar a pertinência e a similaridade do significado destes conceitos desde a maturidade até à velhice, colocar-nos-ia em situação de grande dificuldade explicativa acerca do conhecimento. Assim, é importante destacar que optamos por uma perspectiva intermediária, que por um lado reconhece a ausência de uma argumentação calcada na clássica teoria das Ideias, mas que compreende a obra platônica sob a tutela de uma interpretação sistemática e holística, segundo a qual Platão não abandona os pressupostos metafísicos das Formas inteligíveis. Longe de uma ruptura com o que foi dito anteriormente na maturidade, o <em>Teeteto</em> serve como complementação teórica acerca da ontologia e da epistemologia, embora no <em>Teeteto</em> não haja uma menção direta às noções presentes nos diálogos anteriores e boa parte do tema se apresente por meio de estilo de escrita e vocabulário inusitados. Por fim, mas não menos importante, será feita uma breve análise de alguns trechos dos momentos finais do <em>Sofista</em> com o objetivo de compreender em que medida o aspecto epistemológico, proposto por Platão no <em>Teeteto</em>, pode ser lido à luz de questões relacionadas ao Ser e ao Não-ser, já que a pergunta pelo ‘o que <em>é</em> conhecimento’ nos remete também a uma discussão ontológica.</p> Aurelio Oliveira Marques ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1159 Thu, 13 Jun 2019 16:16:33 +0000 Da coisa — de se a frequentam outras coisas https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/955 <p>Propomos investigar a originalidade da poesia de Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa, frente ao pensamento moderno e contemporâneo. Ao aliar uma experiência original da realidade imediata, uma desaprendizagem das abstrações metafísicas/modernas e uma linguagem conciliada com as coisas elas mesmas, a poesia de Caeiro se mostra apta a figurar como uma superação possível das dicotomias características do pensamento moderno, como sujeito e objeto. Ela pode solucionar também os impasses da fenomenologia de Merleau-Ponty, como a articulação corpo e natureza e a passagem da experiência perceptiva muda à linguagem. Para tanto, consideramos pontualmente a experiência caeiriana da coisa, do corpo, da linguagem, e sua negação da Realidade como tempo e como desejo.</p> Jeovane Camargo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/955 Thu, 13 Jun 2019 16:18:05 +0000 Unidade ou diferença: entre o corpo derridiano e a poesia blanchotian https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1184 <p>O presente artigo explora a divergência interpretativa entre as leituras de Jacques Derrida e Maurice Blanchot a respeito da obra de Antonin Artaud. A obra de Artaud demonstra a problemática acerca do processo da escrita como lugar de ausência, ou seja, a relação decalcada entre o pensamento e sua representação na linguagem falada e escrita. Para Blanchot, a questão sobre o impoder, inerente ao processo da escrita, é experienciada por Artaud como porvir da obra literária/poética, tais quais as obras de outros autores. Nesse sentido, além de fazer de sua obra o lugar de fala sobre o vazio da própria linguagem, Artaud, para Blanchot, também fundamenta sua busca pela totalidade representativa como um problema essencialmente poético. Em contraposição, Derrida aponta que a compreensão blanchotiana de Artaud, a fim de teorizar o ser da escrita, reduz a singularidade e a unicidade da obra artaudiana comparando-a com as obras de outros autores. Nesse contexto, cria-se um paradoxo em relação à obra de Artaud: Derrida afirma a singularidade da obra artaudiana e o teatro como fundamento para uma ressignificação metafísica da linguagem; Blanchot defende que o problema de Artaud é um problema poético/literário, uma vez que a busca por uma expressão total se estende a todos os momentos da obra de artaudiana, inclusive, a teatral.</p> Mayara Dionizio ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1184 Thu, 13 Jun 2019 16:19:34 +0000 Sociedade moderna: ciência e sentido em Eric Weil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1169 <p>A sociedade moderna weiliana se caracteriza entre outras coisas pela sua sua concepção de ciência. Ambas fundadas no princípio do cálculo eficaz, a compreensão de seu funcionamento e de suas limitações caminham juntas. Assim, analisar a sociedade moderna contempla uma discussão da instância que funciona como sua autoconsciência: a concepção de ciência que lhe é própria, as ciências sociais, cuja matriz é a ciência da natureza. Ciência e sociedade moderna são compreendidas no âmbito da categoria weiliana da condição. Aqui não existe apelo a um princípio incondicionado. Desse modo, a questão do sentido não pode ser feita. Não se trata com isso de renunciar às conquistas da ciência moderna. Na visão de Weil, entretanto, deve-se reconhecer que a questão do sentido pode ser feita adequadamente. Isso porque ela deve ser posta pela filosofia. Nosso objetivo no presente trabalho é discutir a relação entre sociedade moderna, ciência moderna e o sentido. Isso porque se existe uma ciência de uma sociedade eficaz também existe uma ciência do sentido: essa é a filosofia.</p> <p>&nbsp;</p> Daniel Benevides Soares ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1169 Thu, 13 Jun 2019 16:20:59 +0000 Do “Tractatus” às “Observações filosóficas”: reflexões sobre a natureza da filosofia https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1140 <p>No presente artigo, analiso a concepção de Wittgenstein sobre a natureza e a função da filosofia, discutindo o seu método deflacionista para o tratamento dos problemas filosóficos. Apresento os motivos pelos quais Wittgenstein teria compreendido a filosofia não como uma atividade descritiva, mas como uma atividade elucidativa, cujo propósito central seria dissolver os problemas filosóficos por meio da análise lógica (e/ou lógico-fenomenológica). Para cumprir este propósito, divido o artigo em três seções, nas quais discuto o pensamento de Wittgenstein a partir do <em>Tractatus Logico-philosophicus</em> (1921), de <em>Some Remarks on Logical Form </em>(1929) e das <em>Philosophical Remarks </em>(de 1929-1930), respectivamente. Nesse percurso, apresento a crítica de Wittgenstein à possibilidade de interpretar a filosofia como uma disciplina que, assim como a ciência, seja capaz de oferecer uma representação teórica sobre algum domínio de objetos ou fatos. Posteriormente, analiso algumas mudanças em sua descrição da atividade filosófica, mostrando que, até o início do período intermediário de sua filosofia, Wittgenstein mantém inalterada a ideia de que a função da filosofia seria a de estabelecer a distinção entre problemas teóricos reais (solucionáveis) e pseudoproblemas filosóficos.</p> Acríssio Luiz Gonçalves ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1140 Thu, 13 Jun 2019 16:22:30 +0000 Educação e emancipação na teoria crítica da sociedade de Theodor W. Adorno https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1180 <p>Este artigo apresenta a contribuição de Theodor W. Adorno para a configuração de uma educação capaz de enfrentar os irracionalismos contemporâneos, por meio de uma retomada da definição da dialética como crítica do pensamento filosófico. Este tem, modernamente, se limitado a enlevar a racionalidade à máxima potência, sem se debruçar sobre os efeitos de suas promessas não cumpridas. A obra de Adorno é reconhecida por uma propugnação segundo a qual cabe à filosofia a tarefa da reflexão crítica e do esclarecimento da forma como a cultura se organiza. Tal proposição leva a um projeto teórico que pressupõe a tomada de consciência sobre os descaminhos da razão, numa tentativa de que, por intermédio do esclarecimento, o homem possa construir possibilidades de autonomia e emancipação. O artigo se organiza em duas partes, assim apresentados: 1. Ambições tórico-práticas da teoria crítica da sociedade e 2) Fios que tecem a teoria crítica de T. W. Adorno, este dividido em três tópicos: a) O clima cultural geral do capitalismo tardio - a propensão à barbárie; b) Falência da cultura - razão objetiva da barbárie; c) Reflexos da vida danificada: o adoecimento do contato.</p> Cleidson de Jesus Rocha ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1180 Thu, 13 Jun 2019 16:23:54 +0000 Sociedade de consumidores e o desinteresse pela esfera pública: escravização invisível e a política instrumental em Hannah Arendt https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1171 <p>Erigir o aumento da riqueza e da abundância como um objetivo primordial para a <em>vita activa </em>já se desenhava como premissa axiomática da economia política clássica, além do sonho idealizado dos pobres e despossuídos. Havia, no entanto, certa esperança utópica de que, ao viver em uma sociedade com maior abastança, as pessoas cidadãs buscariam mais plenamente o desenvolvimento de apropriada abstenção consciente do trabalho e do consumo em seu tempo livre, ou seja: que isento da dor e do esforço de trabalhar e consumir, o <em>animal laborans </em>tornar-se-ia produtivo para si próprio, nutrindo-se de atividades “superiores”. No entanto, de quanto mais horas vagas dispõe o <em>laborans</em>, maiores são seus apetites de consumo e, sobretudo, uma sociedade abundante expõe devidamente a falácia do raciocínio anterior, uma vez que tudo pode ser reificado e comercializado. Esse artigo pretende analisar o fenômeno da sociedade de consumo contemporânea como engrenagem do ciclo vital, descrevendo de que modo, presas em seus próprios processos de trabalho e consumo, as pessoas cidadãs desfrutam apenas de uma política instrumental. Essa alienação promove a vitória do <em>animal laborans </em>sobre o <em>zoon politikon</em>.</p> Kelly Janaína Souza da Silva ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1171 Thu, 13 Jun 2019 16:25:30 +0000 O princípio das possibilidades alternativas https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1177 <p>Com o seu artigo de 1969, “Alternate Possibilities and Moral Responsibility”, Harry Frankfurt mudou o curso do debate sobre o problema da vontade livre. Ele forneceu exemplos hipotéticos, por meio de experimentos de pensamento, de agentes que, conforme ele argumentou, embora não pudessem ter agido de outro modo, ainda assim seriam moralmente responsáveis pelas suas ações. O artigo de Frankfurt entusiasmou muitos filósofos, destacadamente John Fischer, a repensar o problema da responsabilidade moral. Para Fischer, Frankfurt teria mostrado que o debate não diz mais respeito ao problema de demonstrar a compatibilidade entre liberdade e determinismo, mas, sim, à questão da compatibilidade da responsabilidade moral com o determinismo.</p> Tania Schneider da Fonseca ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1177 Thu, 13 Jun 2019 16:26:45 +0000 O pluralismo cultural dos imaginários sociais modernos segundo Charles Taylor https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1281 <p>Charles Taylor, ao refletir sobre o pano de fundo histórico-cultural da modernidade ocidental, estabelece a tarefa hermenêutica de fazer uma releitura das múltiplas facetas dos imaginários sociais modernos. Esses imaginários acabam sendo diversificados em uma pluralidade triádica e constitutiva de múltiplas formas culturais. Assim, conforme assevera o filósofo canadense, temos a esfera da moderna faceta social que está sob a égide da economia. De modo que essa é entrelaçada com a face estrutural da modernidade como esfera pública. Por fim, e, sem menos importância, encontramos o autogoverno do povo em seu aspecto nuclear de soberania democrática. Então, neste texto, nutrimos a intencionalidade de acompanharmos o pensamento de Taylor, em sua reconstrução delineadora deste tipo de pluralismo, que examina sobre as fontes, ideias e práticas democráticas articuladas a partir destas facetas constitutivas e articuladoras dos imaginários sociais modernos.&nbsp;</p> Joel Francisco Decothé Junior, Kelvin Felipe Weschenfelder ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1281 Thu, 13 Jun 2019 16:28:09 +0000 A política no fim da idade média e sua influência no renascimento: entre o “De regno – ad regem cypri”, de São Tomás, e “Il principe”, de Maquiavel https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1195 <p>O presente artigo pretende esboçar um paralelo entre duas obras da filosofia política: o opúsculo inacabado “Do reino ou do governo dos príncipes ao Rei de Chipre” de São Tomás de Aquino, e o conhecido “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel. O cotejo dos textos permite aproximações diretas entre dois momentos filosóficos distantes através da temática similar, pelo tratamento filosófico da tradição clássica, e pela sutileza do argumento que relaciona o bem comum com o privado, nas relações políticas. A análise divide-se em duas partes temáticas: a definição de governante, e, as características de seu ofício. Em Tomás, articula-se a influência da política aristotélica com o modo como a finalidade privada do governante se estabelece numa hierarquia dos fins, justificadora do governo e direcionada ao bem comum. Em Maquiavel se observa uma recepção diferente do pensamento antigo, ligado à retórica romana, e uma hierarquia própria dos fins, que se direciona, de modo semelhante ao tomasiano, para o bem comum, mas com um tratamento diferente quanto a como esse bem público se relaciona com o bem privado, tanto do governante, quanto do povo que lhe é sujeito. Desta comparação conclui-se por uma necessidade de estabelecer a complexidade da filosofia política na passagem da idade média para o renascimento que afaste a ideia de uma ruptura total, e permita entender como a idade moderna partilha, em continuidade, elementos medievais e os desenvolve muito mais do que os abandona.</p> José Arlindo Aguiar ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1195 Thu, 13 Jun 2019 16:29:38 +0000 Maquiavel e a função dos tumultos para a potência militar romana https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1193 <p>O artigo apresenta uma investigação, no âmago do pensamento de Nicolau Maquiavel, sobre o papel que os conflitos romanos ocorridos entre nobres e plebe tiveram para que a República de Roma se tornasse uma potência militar. O entrechoque de desejos de grandes e povo foi responsável por promover naquela cidade um autêntico <em>vivere civile</em> e <em>libero</em>, mas também foi a principal causa de sua expansão político-militar. Aqui, buscaremos elucidar os motivos que alçaram Roma àquela grandeza. Em um primeiro lugar, as dissensões ocasionaram o aperfeiçoamento constitucional das instituições romanas, encaminhando-as rumo a um estado republicano de governo misto. Com a instituição dos Tribunos da Plebe, o povo alcançava seu reconhecimento político, possibilitando que os exércitos fossem formados pelos próprios cidadãos advindos da plebe. Em segundo lugar, a regulação institucional dos conflitos e o anseio expansionista de Roma foram a razão pela qual a "guarda da liberdade" havia sido confiada à plebe, promovendo um governo popular, medida que permitiu que a República se voltasse para campanhas expansionistas em direção a conquista do império. Em terceiro lugar, reconhecer o conflito e institucionalizá-lo foi um meio para precaver-se dos caprichos da fortuna. Dessa forma, regular institucionalmente os eventos que atribulam a ordem política interna significava dar garantias para que os confrontos externos fossem bem-sucedidos.</p> Douglas Antônio Fedel Zorzo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1193 Thu, 13 Jun 2019 16:31:06 +0000 Moral, ética e estética da existência em Michel Foucault https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1199 <p>O presente texto tem como objetivo não só precisar os conceitos de “moral”, “ética” e “estética da existência”, nos períodos estudados por Michel Foucault, como também captar suas diferenças significativas, tendo em vista o direcionamento para a possibilidade de uma ético-política na e da atualidade. Tais estudos arqueo-genealógicos da Grécia Clássica (século IV A.C.), do período Greco-Romano (séculos I-II D.C.) e do Cristianismo (séculos III-IV D.C.), mostram que os referidos conceitos mantem sua marca, de época em época, pela utilização de técnicas que visavam atingir a temperança e um cuidado de si cada vez maior e detalhado. A estilização da vida ganhou formas das mais variadas neste processo histórico, tendo como base práticas que, por vezes, aproximavam ou não a atitude moral da atitude ética. Essa flexibilidade dos usos dos conceitos, consequentemente, das práticas históricas e culturais, traz em Foucault a abertura do pensamento na busca de uma atitude política perante os atos, os pensamentos e a liberdade.</p> Miguel Carmo ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1199 Thu, 13 Jun 2019 16:32:45 +0000 Jônios e itálicos: antagonismo nos primórdios da filosofia grega https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1203 <p>O tema deste artigo é o antagonismo entre duas “escolas” filosóficas que se desenvolveram a partir de princípios opostos: as “escolas” jônica e a itálica. Aquela desenvolveu-se desde Tales em Mileto, passando por Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Leucipo, Demócrito, Epicuro..., cuja filosofia se denomina <em>materialista</em> A segunda, de Parmênides, Zenão... até, principalmente, Sócrates, Platão e Aristóteles, cuja filosofia se chama <em>idealista</em>. O proposto é um esquema de releitura dessa história e uma problematização mínima das suas consequências. Verifica-se que desde a Antiguidade os filósofos reconheciam a existência desse antagonismo e conscientemente opunham-se entre si, numa luta cuja vitória, a história o conta, foi dos idealistas. Não se trata de um estudo exaustivo de cada um desses filósofos, mas apenas alguns, aqueles por mim considerados mais exemplares da época dos primórdios da filosofia grega. Ressalta-se, ainda, que esse antagonismo vem sendo recorrentemente negligenciado nos manuais de história da filosofia. Como o único meio para mostrar isso é o de evidenciar a incoerência dos manuais a partir dos próprios textos e testemunhos desses filósofos, o leitor encontrará, com maior ênfase, uma análise do desenvolvimento do atomismo em Leucipo a partir da filosofia de Anaxímenes, ao contrário da afirmação costumeira de que o atomismo se originou da doutrina do Ser de Parmênides.</p> Rafael Estrela Canto ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1203 Thu, 13 Jun 2019 16:34:06 +0000 Epistemologia: quem precisa dela? https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1167 Susan Haack, autor(a); Tiago Luís Teixeira de Oliveira, tradutor(a) ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1167 Thu, 13 Jun 2019 00:00:00 +0000 Mal moral e ignorância na ética de Platão https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/989 Reginald Hackforth, autor(a); Yasmin Tamara Jucksch, tradutor(a) ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/989 Thu, 13 Jun 2019 00:00:00 +0000 Pactos emocionais: reflexões em torno da moral, da ética e da deontologia https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1187 Douglas Borges Candido ##submission.copyrightStatement## http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/griot/article/view/1187 Thu, 13 Jun 2019 16:39:28 +0000