Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil <p>A <strong>Revista Nordestina de História do Brasil</strong>&nbsp;convida os leitores a submeterem suas colaborações. Tem como objetivo: 1) divulgar o conhecimento científico produzido nos grupos e projetos de pesquisa vinculados aos departamentos de História e áreas afins das diversas Instituições de Ensino Superior (IES) do país; 2) criar uma rede de sociabilidade entre os pesquisadores de História do Brasil, especialmente aqueles que partem de um recorte regional para pensar nas diversas particularidades e diversidades do país; 3) abrir um espaço democrático, disposto a divulgar as diversas pesquisas que estão surgindo nos diversos espaços de pesquisa na pós-graduação brasileira e de outros países. Esta revista tem periodicidade semestral, recebe submissões em fluxo contínuo e convida os autores a ficarem atentos às<a href="https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil"> normas de publicação</a> e seu&nbsp;<a href="https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/arevista">foco e escopo</a> editorial.</p> <p><strong>Electronic ISSN</strong>: 2596-03340 | <strong>Print ISSN</strong>: 2674-7332 |&nbsp;<strong>Ano de criação</strong>: 2018 |&nbsp;<strong>Área</strong>: História |&nbsp;<strong>Qualis</strong>: em avaliação</p> pt-BR <p>As publicações estão submetidas às <a href="https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/direitosautorais">políticas de direitos autorais</a> deste periódico.</p> revistanordestinahb@gmail.com (Revista Nordestina de História do Brasil) ascom@ufrb.edu.br (ASCOM) Tue, 30 Jun 2020 00:10:29 +0000 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Percepções sobre lâminas polidas no youtube https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2037 <p>O artigo toma como objeto de pesquisa lâminas polidas exibidas em canais de vídeos do youtube. A partir desse corpo extrai das imagens, das legendas e dos comentários as categorizações ali construídas sobre essas peças. Identifica as principais características destacadas pelos internautas, bem como as vertentes conflitantes desses discursos. Por fim, avalia os vários graus de entrelaçamento e/ou ruptura entre o senso comum e as concepções formais de ciências, tentando mostrar possibilidades de obter conhecimento tendo por base aqueles dados.</p> Henry Luydy Abraham Fernandes Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2037 A Análise do discurso como caminho para pensar o ensino de história no tempo presente https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2005 <p>Pensar o ensino de História no tempo presente é um exercício que deve ser feito para além da prática pedagógica e dos saberes docentes pertencentes ao ofício. Um variado conjunto de representações e interpretações de nossa profissão está circulando na grande mídia em forma de discursos que, atendendo às demandas específicas, constroem novas “vontades de verdade” Foucault (2014) sobre o papel social da disciplina e dos professores. As variadas práticas discursivas relativas ao ensino de história na grande mídia nos dão uma amostra da intensidade das disputas políticas, econômicas, ideológicas e até mesmo religiosas que são travadas cotidianamente no campo dos discursos. Acusados constantemente de doutrinadores os professores e o ensino de história são atores centrais nessas disputas. Portanto, analisar as práticas discursivas relativas ao ensino de história constitui-se numa maneira de entender o que está sendo dito e como essas práticas discursivas reverberam no cotidiano dos docentes.</p> <p><strong>Palavras-Chave: </strong>Ensino de História – Discursos – Mídia.</p> Francisco Júlio Sousa Ferreira Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2005 A Análise do discurso como caminho para pensar o ensino de história no tempo presente https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2004 <p>Pensar o ensino de História no tempo presente é um exercício que deve ser feito para além da prática pedagógica e dos saberes docentes pertencentes ao ofício. Um variado conjunto de representações e interpretações de nossa profissão está circulando na grande mídia em forma de discursos que, atendendo às demandas específicas, constroem novas “vontades de verdade” Foucault (2014) sobre o papel social da disciplina e dos professores. As variadas práticas discursivas relativas ao ensino de história na grande mídia nos dão uma amostra da intensidade das disputas políticas, econômicas, ideológicas e até mesmo religiosas que são travadas cotidianamente no campo dos discursos. Acusados constantemente de doutrinadores os professores e o ensino de história são atores centrais nessas disputas. Portanto, analisar as práticas discursivas relativas ao ensino de história constitui-se numa maneira de entender o que está sendo dito e como essas práticas discursivas reverberam no cotidiano dos docentes.</p> <p><strong>Palavras-Chave: </strong>Ensino de História – Discursos – Mídia.</p> Francisco Júlio Sousa Ferreira Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2004 UTILIZAÇÃO DE IMAGENS NO ENSINO DE HISTÓRIA E SUA CONTRIBUIÇÃO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2000 <p>O trabalho teve como intenção instigar o uso de outras fontes metodológicas nas aulas de História, como a interdisciplinaridade através de um projeto desenvolvido na escola. O mesmo ocorreu em duas turmas do 3° ano do Ensino Médio. Durante o projeto interdisciplinar foi possível dialogarmos com outras disciplinas escolares, além da disciplina de História, como a geografia, Artes, Língua Português, principalmente. Essa proposta deixou as aulas mais dinâmicas e enriquecedoras, uma vez que durante as aulas os alunos produziam as imagens e pesquisavam o contexto histórico que a mesma pertencia, sempre fazendo um elo com as questões da atualidade, dando ênfase aos assuntos referentes à sociedade, economia, politica e cultura em conjugação com o assunto trabalhado em sala. O trabalho contou com a participação dos alunos e a professora de História e de outros docentes para a execução das etapas do projeto em ação. Alguns materiais usados para confecção das imagens foram tecidos, tintas, pincéis, papéis, e ao final foram expostos os quadros confeccionados pelos alunos para toda a escola. Utilizamos pesquisas em sites, livros e revistas para obtenção das informações necessárias sobre fatos históricos discutidos antes e durante a explanação do projeto interdisciplinar. Consideramos um resultado plausível para todos que participaram.</p> DANÚBIA DA ROCHA SOUSA Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/2000 CANGAÇO, SECA E MESSIANISMO EM SEARA VERMELHA DE JORGE AMADO E PEDRA BONITA DE JOSÉ LINS DO REGO https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1983 <p>Este artigo pretende abordar o messianismo, a seca e o cangaço em duas obras da literatura brasileira, que são: <em>Seara Vermelha<a href="#_ftn1" name="_ftnref1"><strong>[1]</strong></a> </em>(1946) do baiano Jorge Amado (1912-2001) e <em>Pedra Bonita<a href="#_ftn2" name="_ftnref2"><strong>[2]</strong></a> </em>(1938) do paraibano José Lins do Rego (1901-1957). Abordaremos os traços regionalistas a partir de Araújo (2008); Candido (2006); Bueno (2006); Chiappini (1995); Coutinho (2007); Farias (2006); Santini (2009) e Teixeira (2009). Tendo seu primeiro momento no Romantismo brasileiro, personificando o índio como representante da Literatura regional na época, este segmento literário, atravessou os séculos, solidificou-se nos anos 30 do século XX e, ainda hoje, suscita discussões e estudos, representando os dilemas sociais, trabalhistas, dentre outros temas, o regionalismo na Literatura.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> <p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> Usaremos ao longo do texto a sigla <em>SV</em> para Seara Vermelha.</p> <p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Usaremos a sigla <em>PB</em> para Pedra Bonita.</p> Raimundo Cézar Vaz Neto Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1983 “NÃO PODE TER LUGAR A ALFORRIA” ALFORRIA E FAMÍLIA ESCRAVA, NO CONTEXTO DO TRÁFICO INTERPROVINCIAL. https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1978 <p>O artigo analisa as relações entre senhores e escravos em fazendas e sítios de grande, médio e pequeno porte da região de Monte Alto, Alto Sertão da Bahia, durante o século XIX. A vida de muitos escravos e libertos, no convívio com seus senhores, sobretudo na luta incessante por alforrias e para escaparem da malha do tráfico interno, pôde ser analisada através de registros de inventários, livros de notas e ações de liberdade disponíveis em cartórios e Fórum da pequena cidade. Por meio da ligação nominativa e estudo minucioso desse acervo documental foi possível compreender a vida cotidiana dos diferentes escravizados que por ali circularam. A obtenção da alforria era algo custoso e difícil de alcançar, sobretudo diante do contexto do tráfico interprovincial, fortemente ativo na região, naquele período. Como exemplo dessas relações estabelecidas, o texto aborda a história de Inez, escrava de Ezequiel Botelho de Andrade, proprietário da grande fazenda Lameirão. A história de vida da escrava Inez, na luta pela conquista da alforria e da manutenção dos laços familiares se junta à história de muitos outros escravizados naquelas propriedades e país afora, no sentido de empreender esforços contra o cativeiro.</p> Rosângela Figueiredo Figueiredo Miranda Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1978 Editorial https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1931 <p>É com satisfação que apresentamos aos nossos leitores a quarta edição da <em>Revista Nordestina de História do Brasil</em> (RNHB), que conta com as versões impressa e <em>on-line</em>. Nosso periódico tem caráter internacional, periodicidade semestral e um corpo editorial com membros de vários países. Também colaboramos com o selo <em>História da América Latina</em> – que conta com o apoio da Cátedra Fernão de Magalhães, vinculada à Universidad de Playa Ancha (UPLA, Chile) e Instituto Camões (IC, Portugal) –, que editará nossas versões impressas.</p> Revista Nordestina de História do Brasil Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1931 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 “Racismo estrutural faz parte das estruturas sociais das nossas sociedades”: entrevista com Daiana Nascimento dos Santos https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1930 <p>Nesta edição contamos com a colaboração da pesquisadora negra e brasileira Daiana Nascimento dos Santos, que está vinculada ao <em>Centro de Estudios Avanzados</em> (CEA) da Universidad de Playa Ancha (UPLA) e atua como professora do programa de <em>Doctorado en Literatura Hispanoamericana Contemporánea</em> da mesma universidade, no Chile. Nossa entrevistada tem Graduação em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Mestrado em Literatura pela Universidad de Chile (UCHILE), Doutorado em Estudos Culturais Latino-americanos pela Universidad de Santiago de Chile (USACH) e realizou um estágio de Pós-Doutorado na área de Literatura comparada pela UPLA. Atualmente, chefia a Cátedra Fernão de Magalhães, vinculada ao Instituto Camões (IC) de Portugal, onde “desenvolverá um programa de investigação no qual a figura do oceano configura, precisamente, as múltiplas possibilidades de cruzamentos de saberes em torno da imagem/tema do ‘oceano’”. Dentre as diversas atividades desenvolvidas junto à Cátedra, podemos destacar o <em>Grupo Internacional de Investigación: océanos, desplazamientos y resistencias en la literatura contemporânea</em>,&nbsp; &nbsp;os periódicos internacionais que colabora como membro do Conselho Consultivo da <em>Revista Nordestina de História do Brasil</em> (RNHB) e do Conselho Científico do selo editorial <em>História da América Latina</em>, coordenado pelo mesmo periódico.</p> Geferson Santana, Tatiane Maria Barbosa de Oliveira Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1930 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 O 13 de maio e os embates da memória da abolição https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1929 <p>Neste artigo pretendo refletir sobre um dia específico da história do Brasil: o 13 de maio de 1888, data em que legalmente foi abolida a escravidão no Brasil. A ideia é ver de que forma aquele acontecimento foi vivenciado por diversos atores envolvidos bem como seus esforços para projetarem aquela data para a posteridade como um momento fundador da história do país. No calor das celebrações que se seguiram à aprovação da chamada Lei Áurea e nos anos seguintes àquele episódio definiram-se campos de disputa em torno da memória da abolição. As disputas giraram em torno de quais personagens e acontecimentos ganhariam relevo nas celebrações e na memória da abolição do cativeiro. Essas disputas foram parte dos embates políticos que sucederam o 13 de maio de 1888 e marcaram os primeiros anos de República.</p> Walter Fraga Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1929 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Boto & Cia e O feiticeiro: Xavier Marques e suas narrativas sobre o Candomblé na Bahia (1890-1920) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1928 <p>Neste artigo demonstramos como nos fins do século XIX a negação da herança africana no processo de formação do povo brasileiro estava patente e podia ser lida em um dos romances de Francisco Xavier Ferreira Marques, <em>Boto &amp; Cia</em>. Este romance foi reescrito e publicado nos anos 1920 de modo que, ao reescrevê-lo e reinventá-lo com o título de <em>O feiticeiro</em>¸ Marques nos mostra o quanto as elites republicanas desejavam, de maneira cada vez mais intensa, negar e até mesmo eliminar a cultura afro-brasileira e mesmo a cor negra. A ênfase recai sobre como a literatura foi utilizada para descrever o ideal de nação que era eurocêntrico, cujo mote era a ideia de retornar à origem do colonizador ibérico.</p> Marcelo Souza Oliveira, Rafael Rosa da Rocha Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1928 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Arqueologia: do passado ao presente, das paisagens ao território https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1926 <p>As escavações efetuadas em diversos abrigos do Mato Grosso evidenciaram povoamentos datados do final do Pleistoceno e do Holoceno. Nessa região onde nascem as bacias hidrográficas do Amazonas e do Paraguai-Paraná, paisagens rochosas espetaculares, a Cidade de Pedra e a Serra das Araras, tornaram-se territórios de populações ancestrais. Suas implantações e exploração dos recursos minerais, hídricos e biológicos as caracterizam. No entanto, suas mais fortes identidades vêm das representações rupestres que foram aí criadas ao longo de vários milenares. Previamente, nossa escavação do acampamento de Brito, sítio a céu aberto na bacia do Paranapanema (oeste do estado de São Paulo), havia mostrado a importância primordial dos materiais líticos para as relações econômicas.</p> Agueda Vilhena Vialou, Denis Vialou; Matheus Vieira dos Santos Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1926 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Proposta para uma abordagem arqueológica da etno-história do Seridó – RN/PB https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1924 <p>Este artigo demonstra uma possível relação entre a cultura material registrada na área arqueológica do Seridó – RN/PB com a cultura material descrita de um grupo etno-histórico, ou proto-histórico, que habitou o Seridó potiguar desde épocas remotas – mais de 7000 A.P., segundo dados linguísticos – até a segunda metade do século XVII: os Tarairiú. Esta proposta de pesquisa mostra-se viável pela relação espacial verificada entre os dados etno-históricos e o registro arqueológico identificados na região seridoense.</p> Fábio Mafra Borges Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1924 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 A história da Bahia antes da colonização portuguesa https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1923 <p>As pesquisas arqueológicas realizadas na Bahia ao longo de décadas permitem traçar hoje um panorama sobre os grupos pré-coloniais que ocuparam o território. Agrupados arqueologicamente em macro categorias sociais a partir de certos artefatos diacríticos, formam horizontes que se iniciam com as sociedades de caçadores coletores e chegam até os cultivadores, construtores de grandes aldeias. Não obstante da identificação desses universos, eles não devem ser considerados homogêneos e cabe afirmar a existência de enclaves territoriais com formas de agrupamentos sociais pouco definidos pela Arqueologia. Nesse artigo são apresentados os resultados conseguidos na Bahia, seguindo essa linha de pensamento.</p> Carlos Etchevarne Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1923 Sun, 28 Jun 2020 00:00:00 +0000 Archéologie: du passe au présent, dês paysages au territoire https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1918 <p>As escavações efetuadas em diversos abrigos do Mato Grosso evidenciaram povoamentos datados do final do Pleistoceno e do Holoceno. Nessa região onde nascem as bacias hidrográficas do Amazonas e do Paraguai-Paraná, paisagens rochosas espetaculares, a Cidade de Pedra e a Serra das Araras, tornaram-se territórios de populações ancestrais. Suas implantações e exploração dos recursos minerais, hídricos e biológicos as caracterizam. No entanto, suas mais fortes identidades vêm das representações rupestres que foram aí criadas ao longo de vários milenares. Previamente, nossa escavação do acampamento de Brito, sítio a céu aberto na bacia do Paranapanema (oeste do estado de São Paulo), havia mostrado a importância primordial dos materiais líticos para as relações econômicas.</p> Agueda Vilhena Vialou, Denis Vialou Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1918 Sun, 28 Jun 2020 00:00:00 +0000 Apresentação: história ancestral e o passado mais antigo do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1917 <p>Quando fomos convidados pela <em>Revista Nordestina de História do Brasil</em> para coordenar e prefaciar o número temático História Ancestral do Brasil, não deixamos de nos perguntar, como arqueólogos e historiadores, o que se entenderia por <em>ancestral </em>no contexto epistemológico. De início, pensamos em temas relativos à pré-história, termo consagrado mundialmente desde o século XIX, quando Sir Daniel Wilson a utiliza pela primeira (<em>Prehistoric Annals of Scotland</em>, 1851, e <em>Prehistoric man</em>, 1862) e por Sir John Lubbock, na sua valorizada obra <em>Pre-historic Times </em>(1865). O termo não seria substituído com êxito por nenhuma outra expressão, mas, seria ele suficiente dentro do espírito da Revista que é primordialmente de História do Brasil? Até onde chegaria essa ancestralidade? Vemos, pelos diversos significados da palavra, que ancestral pode ser tudo o que seja anterior a nossa contemporaneidade, embora com o suficiente peso ou significado histórico para haver influído na formação do nosso futuro.</p> Pedro Paulo A. Funari, Gabriela Martin Copyright (c) 2020 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1917 Sun, 28 Jun 2020 00:00:00 +0000 Nem presa, nem morta: Direitos reprodutivos no Brasil e o movimento feminista https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1817 <p align="justify"><span style="font-family: Garamond, serif;">Apesar de a legislação brasileira proibir a prática do aborto em diversos casos, pesquisas apontam que as mulheres brasileiras procuram meios para realizar a interrupção </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;">da gravidez</span></span><span style="color: #ff0000;"><span style="font-family: Garamond, serif;">.</span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"> O presente artigo discute a interrupção voluntária da gravidez </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;">através, principalmente, da análise dos</span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"> dados da Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) de 2016</span><span style="color: #ff0000;"><span style="font-family: Garamond, serif;">.</span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"> Busca-se entender de que forma algumas pensadoras feministas elaboraram a questão da interrupção da gravidez e das problemáticas envolvendo a reprodução e a sexualidade dentro do sistema capitalista, assim como seu significado para a manutenção das opressões de gênero. Chegando à conclusão que a criminalização do aborto não evita a prática, mas mantêm a gravidez como destino biológico para todas as mulheres, mas, para aquelas que formam a base da sociedade capitalista, vivenciam </span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">gestações</span></span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"> indesejadas e a letalidade do aborto ilegal. </span></p> Camila de Moraes Mota Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1817 Uma leitura de relatos de viagem de soldados da Companhia das Índias Ocidentais durante a ocupação holandesa na capitania de Pernambuco (1630-1654) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1802 <p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Inserido em torno da temática do Brasil Holandês, o presente artigo analisa historicamente quatro diários de viagem produzidos por soldados da Companhia das Índias Ocidentais (WIC) durante a ocupação neerlandesa da capitania de Pernambuco (1630-1654). Deslocados do que atualmente corresponde ao território da Alemanha, Dinamarca e Inglaterra, Ambrósio Richshoffer, Cuthbert Pudsey, Caspar Schmalkalden e Peter Hansen Hajstrup chegaram a Amsterdã na busca de trabalho. O alistamento sob a condição de soldado foi realizado pelos mesmos sem nenhuma noção da conjuntura social, das funções desempenhadas e do sítio no qual futuramente atuariam. Nesse sentido, priorizou-se investigar a origem dos soldados e os motivos que teriam os levado a deslocarem-se a Amsterdã, o alistamento nas fileiras da WIC, bem como o cotidiano de confinamento dentro das embarcações flamengas. Saliento assim que tal esforço valeu-se como objeto central de análise escritos produzidos por homens de baixa patente dentro da hierarquia militar da WIC, no qual foi descrito o cotidiano de desigualdades, incertezas, fome, doenças, perigos vários, embate bélico e violência vivenciados por estes homens no século XVII.</p> <p><strong>&nbsp;</strong></p> <p>&nbsp;</p> <p>&nbsp;</p> Roberto Junio Martinasso Ribeiro Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1802 DISCURSOS SOBRE GÊNERO E SEXUALIDADE EM LIVROS DIDÁTICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1798 <p>Nesse artigo objetiva-se apresentar uma discussão teórico-metodológica baseada em pesquisa documental sobre os discursos de gênero e sexualidade presente em nove livros didáticos da Educação Infantil de creches e pré-escolas de um município do Estado do Maranhão. Realizou-se a análise de discurso tendo como perspectiva epistêmica os Estudos Culturais em Educação em sua vertente pós-estruturalista. Apresenta-se a ideia de discurso como representação cultural. Com isso, percebeu-se um conjunto de representações que enquadram as crianças em um modelo normalizado de ser menino e menina desde a tenra infância. Os trechos, imagens e resumos extraídos dos livros didáticos ajudaram a construir argumentos de que tais discursos se configuram em formas de disciplinamento e normalização da infância. Diante disso, é importante que professoras e professores da educação infantil ao escolherem e utilizarem os livros didáticos observem os discursos presentes nesses materiais, a fim de reconhecer as padronizações impostas socialmente, os estigmas veiculados, as normalizações operadas pedagogicamente e as opressões materializadas em textos, imagens e atividades, para que possam ser repensadas, desconstruídas e reelaboradas.</p> Raimundo José Pereira da Silva, Yuri Jorge Almeida da Silva, Jackson Ronie Sá-Silva Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1798 EDUCAÇÃO TRADICIONAL MOÇAMBICANA https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1788 <p>Durante vários séculos, a Educação Tradicional Moçambicana, moldou o modo de ser e maneira de estar dos moçambicanos. Porém, este tipo de educação começou a ser posto em causa, primeiro pelos colonizadores e, de seguida, pelo governo dirigido pelos próprios moçambicanos. Tanto o regime colonial assim como o regime pós-colonial conotaram a educação tradicional como sendo antiquada em relação ao tipo de sociedade que se queria construir. Assim foi justificado, pela natureza de seus valores socioculturais. Devido ao contexto sociopolítico por que Moçambique atravessou nos primeiros anos da sua independência, os valores socioculturais da educação tradicional voltaram à ribalta, aliás, mesmo com proibições políticas de outrora, este tipo de educação sempre esteve patente na vida dos moçambicanos. Todavia, hoje, depois de uma longa caminhada, ela é confrontada&nbsp; pela modernidade; é vista como a violadora dos direitos humanos e perpetuadora da submissão da mulher perante o homem, através dos ritos de iniciação que são um dos veículos deste tipo de educação. Este fato, obriga a que a educação tradicional se reinvente, já que ela não pode, de maneira alguma, ser descartada em sua totalidade, pois, ainda assim conserva alguns valores culturais sublimes, como a solidariedade, a coesão social entre os Homens, valores éticos e morais, que estão em ″derrapagem″ na educação tida como moderna.</p> Felizardo Gabriel Masseko, Jorge João Muchacona Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1788 “O fructo de amores ilícitos”: Infanticídios na contramão do mito do amor materno (alto sertão da Bahia, 1890-1940) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1783 <p>Este artigo evidencia experiências femininas de criminalização no contexto das práticas de infanticídio, que contrariavam a ideia romantizada da “maternidade como missão”. Nas primeiras cinco décadas republicanas, mulheres sertanejas interromperam tardiamente uma gravidez ou eliminaram o fruto dessa gestação enquanto última tática desesperada perante a pobreza, a desonra ou a insanidade ou simplesmente diante da ausência do desejo de tornarem-se mães. Essas “práticas costumeiras” ameaçavam o ideal de moralidade que ancorava o projeto civilizatório republicano no Brasil e, ao mesmo tempo, expunham relações de solidariedade feminina ou de condenação moral das mulheres infanticidas. Assim como a concepção de infância fora construída historicamente nas sociedades ocidentais, o mito da maternidade inata e as condenações para as mulheres que rompiam com esse padrão se tornaram obstáculos de “vigilância e punição” na vida das mulheres mais pobres. Sob uma perspectiva da análise de gênero que considere as mulheres como sujeitos de suas narrativas, este trabalho cumpre o papel provocador de colocar no cerne do debate um tabu histórico, porem nada novo para a História das Mulheres.</p> MILEIA SANTOS ALMEIDA Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1783 Nem presa, nem morta Nem presa, nem morta https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1782 <p align="justify"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"><strong>Resumo:</strong></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"> Apesar de a legislação brasileira proibir </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">a prática do aborto em diversos casos</span></span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;">, pesquisas apontam que as mulheres brasileiras </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">procuram meios para realizar a</span></span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"> interrupção </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;">da gravidez</span></span></span><span style="color: #ff0000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;">.</span></span></span> <span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">O presente</span></span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"> artigo discute a interrupção voluntária da gravidez </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;">através, principalmente, da análise dos</span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"> dados da Pesquisa Nacional do Aborto (PNA) de 2016</span></span><span style="color: #ff0000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;">.</span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"> Busca-se entender de que forma algumas pensadoras feministas elaboraram a questão da interrupção da gravidez e das problemáticas envolvendo a reprodução e a sexualidade dentro do sistema capitalista, assim como seu significado para a manutenção das opressões de gênero. Chegando à conclusão que a criminalização do aborto não evita a prática, mas mantêm a gravidez como destino biológico para todas as mulheres, mas, para aquelas que </span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"><span lang="pt-BR">formam a</span></span></span></span><span style="font-family: Garamond, serif;"><span style="font-size: medium;"> base da sociedade capitalista, vivenciam as gravidezes indesejadas e a letalidade do aborto ilegal. </span></span></p> Camila de Moraes Mota, Andrea da Rocha Rodrigues Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1782 Débitos e Créditos da Vida https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1761 <p>O presente estudo tem por objetivo propor uma forma de um novo formato de doações para o Imposto de Renda, visando à proteção da criança e do adolescente, descrevendo &nbsp;apontamentos, orientações e até chamamentos aos contribuintes “chamados potenciais” do Imposto de Renda – as pessoas jurídicas do lucro real e as físicas do ajuste completo -, para as suas destinações anuais aos respectivos Fundos Municipais dos Direitos da Criança e Adolescente, as chamadas doações aos Funcrianças Municipais . E importantes e significativos recursos estes, monitorados pelos respectivos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e Adolescentes, os “Comdicas Municipais”, a serem repassados às entidades assistenciais nos respectivos municípios, para o custeio à alimentação, à educação, à assistência e proteção às crianças e adolescentes carentes e em situação de risco e vulnerabilidade. Assim pela relevância do assunto buscou-se as ferramentas de combate às consequências da fome, reforçando assim a necessidade de reflexão crítica sobre a relação da fome e da violência.</p> Estélvia Rosandra Portilio Maciel Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1761 Imaginário ‘selvagem’, mas brasileiro https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1711 <p>As primeiras histórias do Brasil foram delineadas pela ótica do homem branco, relevando ora uma visão proveitosa da terra recém-descoberta, ora um pessimismo que só reforçava a missão civilizadora, em sua totalidade de valores. Ligada aos interesses políticos e econômicos, a imagem de Brasil construída pelos primeiros historiadores mostra uma terra habitada por seres selvagens e bárbaros, sem as mínimas condições de chegarem ao rol das sociedades civilizadas. Atinando para aspectos da cultura, do clima e da raça, o discurso colonizador construiu a partir de uma visão romântica, uma imagem negativa que escondia a realidade das coisas, fruto do interesse em explorar a Brasil. As primeiras histórias do Brasil aponta a singularidade do meio e da raça, o grau evolutivo dos grupos que habitavam o país, dentro da realidade exploratória, que mais tarde seria retomada pelos naturalistas e pela Geração de 1870. Aqui aparece de maneira sutil e sem o aparato científico, os aspectos raciais e mesológicos na construção da identidade nacional, principal argumento de todo o processo de colonização. Nas primeiras histórias do Brasil se verá um país constituído por seres selvagens habitando uma terra paradisíaca, onde o homem é produto do meio e, que por isso, chega a se comportar como um ser em estado puro</p> Cícero João da Costa Filho João Costa Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1711 A “Caravana Integralista” em Tucano. https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1705 <p>O trabalho que se segue tem como objeto o integralismo no sertão baiano, face ainda pouco explorada pela historiografia política, tendo em vista que o integralismo é conceituado como movimento predominantemente constituído nos grandes centros urbanos, com pautas antiproletárias, &nbsp;acabando por concentrar seus estudos nessa perspectiva. No entanto, o maior movimento de massas no país na década de 1930 se expandiu para além do sudeste de onde se originou, e das grandes cidades, articulando-se pelo sertão baiano. Tomamos como objeto de pesquisa as cidades do interior baiano de Serrinha e Tucano, para contribuir com as definições acerca do integralismo, introduzindo mais uma colaboração sobre o integralismo em sua atuação em terras sertanejas. <strong>&nbsp;</strong></p> ANDRÉ SILVA CARVALHO Copyright (c) https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1705 Editorial https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1702 <p>É com satisfação que apresentamos aos nossos leitores a terceira edição da <em>Revista Nordestina de História do Brasil</em> (RNHB), que conta com as versões impressa e <em>on-line</em>. Nosso periódico tem caráter internacional, periodicidade semestral e um corpo editorial com membros de vários países. Também colaboramos com o selo <em>História da América Latina</em> – que conta com o apoio da Cátedra Fernão de Magalhães, vinculada à Universidad de Playa Ancha (UPLA, Chile) e Instituto Camões (IC, Portugal) –, que editará nossas versões impressas.</p> Revista Nordestina de História do Brasil Copyright (c) 2019 Revista Nordestina de História do Brasil https://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/historiadobrasil/article/view/1702 Fri, 27 Dec 2019 00:00:00 +0000