O Setor da Construção Civil no Município de Livramento de Nossa Senhora-BA

percepções gerais e o impacto gerado pelo COVID-19

Autores

  • Alexandra Cruz Passuello
  • João Vitor Silva Augusto Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Palavras-chave:

Mercado da construção civil, Obras em pequenas cidades, Informalidade na construção civil, COVID-19, Tipos de contratação na construção civil

Resumo

Na maioria das construções de pequeno porte, especialmente, nas menores cidades do Brasil, há uma predominância da informalidade no trabalho da construção civil, tanto por questões de contratação de trabalhadores, quanto a inexistência de acompanhamento técnico adequado. Além disso, sabe-se que o tipo de contratação, seja por diária ou empreitada poderá influenciar no desenvolvimento das etapas construtivas, visto que, pode ocasionar numa aceleração dos processos executivos. Atentando para isso, este trabalho tem como objetivo avaliar se, na opinião dos trabalhadores da construção civil do município de Livramento de Nossa Senhora-BA, a pandemia trouxe algum tipo de mudança na dinâmica do setor, especialmente no que tange o aumento da demanda por profissionais. Além disso, entender se existe preferência para o sistema de pagamento (diária ou empreitada) e se estas modalidades geram diferenças na forma como os profissionais executam os trabalhos, refletindo sobre os possíveis impactos na qualidade final das edificações. Para isso, foram realizadas entrevistas semiestruturadas com 15 trabalhadores da construção civil, em diferentes obras, sendo eles pedreiros ou serventes. Com isso, as perguntas atenderam os objetivos deste trabalho, pois, com as respostas dos entrevistados constatou-se que houve um aumento das demandas de atividades dos trabalhadores no município durante a pandemia. Assim, a maioria dos entrevistados declarou ter preferência em trabalhar no modelo de empreitada, certificando-se uma dinâmica de aceleração dos processos das demandas de trabalho. Portanto, pode-se inferir que através das respostas deste grupo de entrevistados, algumas obras do município podem sofrer com um baixo desempenho na sua qualidade diante de um serviço de empreitada.

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Biografia do Autor

Alexandra Cruz Passuello

Alexandra Cruz Passuello. Possui graduação em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do sul (2001), mestrado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004), doutorado pela Università Politécnica delle Marche -Italy (2009). Desenvolveu o seu doutorado em parceria com o laboratório ENCO srl (Itália) e realizou estagio de doutorado no Center for Advanced Cement-Based Materials ? Northwestern University (USA). Trabalhou como pesquisadora do grupo LEME-UFRGS, durante os anos de 2002-2004, no estudo da durabilidade e do traço do concreto branco do Museu Iberê Camargo, em Porto Alegre, sendo até hoje colaboradora do grupo nas áreas patologia das construções e concretos especiais, especialmente na temática de controle de fissuração por retração do concreto. A partir de 2009 inicia uma nova área de atuação através de Pós-Doutorado em aplicação de Soluções de Engenharia para Monitoramento de Riscos e Prevenção de Desastres Naturais (2009-2013). Durante este período participou da criação do Grupo de Gestão de Riscos de Desastres (GRID), bem como do Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobres Desastres da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (CEPED/RS). Entre 2013 e 2014 realizou Pós-Doutorado no tema de Tecnologia Social para Habitação de Interesse Social, trabalhando com diagnósticos participativos em áreas de risco, envolvimento comunitário, percepção de risco e redução de vulnerabilidades. De 2014 a 2016 foi gestora e pesquisadora do Grupo GRID, secretária executiva do CEPED/RS e coordenadora de diversos projetos interdisciplinares relacionados à prevenção de riscos de desastres naturais. Atualmente é professora assistente no Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. É integrante da rede REDULAC/RRD (Red Universitaria de América Latina y el Caribe para la Reducción de Riesgo de Desastres e da Rede Brasileira de Pesquisa em Redução de Riscos de Desastres.

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Publicado

12-03-2022

Edição

Seção

Engenharia Civil